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Coluna da Chris

Eu e você, você e eu?

Genilson Alves com Allyson Bezerra e Cinthia (Foto: publicação)

Um dos assuntos mais comentados na última semana em Mossoró foi a visita da primeira dama da cidade, Cinthia Pinheiro, ao presidente da Câmara Municipal, Genilson Alves (União). Cinthia e Genilson conversaram de portas fechadas, e segundo interlocutores o assunto principal não foi pauta institucionais, foi política. Ela teria ido garantir o apoio de Genilson para chegar à Assembleia Legislativa.

Eu e você, você e eu? 2

Até aí, tudo bem e nada de anormal, se não fosse a pretensão de Genilson também de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. E agora? A pergunta é: Genilson desistirá de seu projeto e apoiará Cinthia, ou vai tentar que o grupo governista trabalhe dois nomes a deputado estadual?

A regra é clara…

Os vereadores da base governistas, alguns já disseram e outros já sinalizam, que vão apoiar o nome de Cinthia para deputado estadual. Segundo informações palacianas, o prefeito Allyson Bezerra já deixou bem claro para o grupo que não “tem problema” em não apoiar o nome de sua mulher, desde que seja um candidato ou deputado que esteja em seu palanque apoiando seu projeto de chegar ao governo do estado. A regra é clara…

Tipo: – Você que sabe.

Veja os vereadores que já sinalizam apoios para ALRN: Petras Vinícius (PSD) continuará com seu apoio a Kleber Rodrigues (PSDB); Ricardo de Dodoca (União) e Alex de Frango (PSD) seguem alinhados com Neilton Diógenes (PP); Wiginis do Gás (União) e Vavá (Rede) com Ivanilson Oliveira (União). Ozaniel Mesquita (União) anda de conversas bem avançadas com o vereador de Natal e pré-candidato, Robson Carvalho (União).  Pode mudar? Pode, caso algum desses deputados não estejam com Allyson, e o vereador quiser evitar um desgaste futuro. Avisados já foram. Aguardemos.

Mais uma Central do Cidadão

O Governo do Estado inaugura nesta segunda-feira, 28, às 10h, a nova Central do Cidadão localizada na Rodoviária de Natal, no bairro Nossa Senhora de Nazaré. A unidade está instalada no segundo pavimento da Rodoviária, é considerada de grande porte e tem capacidade para 80 mil atendimentos/mês. Os serviços oferecidos são: Sine, Caern, Procon, Sefaz, Sead, Delegacia 8º e 14º DP, Itep, Detran, Vara da Infância e Juventude, Corde, PGE e Sala de Acolhimento.

Assunto proibido, mas não deveria

Atualmente, quando alguém fala de Lula ou Bolsonaro numa roda, sempre surge alguém pedindo para mudar de assunto, com medo que a conversa se transforme em discussão, xingamentos e até algo pior. À primeira vista uma atitude sensata, mas analisando bem é de se lamentar.

Debate salutar

O debate entre pessoas de espectros políticos diferentes deveria existir, é salutar para a democracia, mas um dos pilares da extrema direita (frise-se, extrema direita) grupo que ganhou forma e força no Brasil nos últimos anos, é a visão de que o adversário político é um inimigo a ser abatido, que nem humanos são. Assim, o debate é impossível, sobrando apenas agressões mútuas. Só quem perde é o país, que não evolui como nação civilizada.

Grupo Queiroz anuncia expansão

O Grupo Queiroz anunciou na última quinta-feira, 24, em evento em Natal, expansão do grupo com sete novas lojas. O Grupo anunciou a aquisição da Rede Gil Atacarejo, com sede em Sousa e filiais em São Bento e Itaporanga, na Paraíba. Além da chegada na capital com uma loja em Cidade Satélite, uma segunda na Avenida Jaguarari, e construção de mais três unidades em 2026, nas cidades de Pombal (PB) e Tibau (RN). Sucesso!

Páreo difícil, mas não impossível.

(Foto: CNN)

Hoje, às 15h, teremos a final da Liga das Nações. Após eliminar o Japão, a seleção brasileira feminina de vôlei enfrentará a forte seleção italiana, que não perde há 28 jogos. Estamos na torcida.

 

 

Celebrando

Interior da Oral Clínica (Foto: publicação)

No próximo dia 31 de julho, quinta-feira, às 19h, em seu endereço em Mossoró, a Oral Clínica, capitaneada pelos cirurgiões-dentistas Ney Robson e Kátia Maia, comemora 28 anos de atuação na odontologia potiguar. Agradecemos a gentileza do convite e desde já nossos desejos de mais e mais sucesso a todos que fazem a Oral Clínica.

A vez das chapadas

Britney Spears em capa de seus disco (Foto: publicação)

O ciclo da moda dura, em média, 20 anos. Acima, o disco que Britney Spears lançou em 2004. Vinte e um anos depois, o “umbigo de fora” volta à moda. Os últimos desfiles da Chanel, Gucci, Dolce&Gabbana, Chloé e Courrèges foram fartos de modelos mostrando-os.

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Adeus, Ozzy!

A primeira vez que vi o “Príncipe das Trevas”, não o compreendi.  Eu era uma pessoa espiritualizada, julguei.  Foi em um domingo imediatamente após o meu aniversário de quinze anos – a Rede Globo exibiu o clip da música “No more tears” no Fantástico, em celebração ao álbum de mesmo nome que acabara de ser lançado.  Não entendi, logo não gostei.  Mas hoje eu sei que arte não é sobre entender, é sobre sentir.

Ozzy nunca quis ser entendido.  Como em “Paranoid” (1970), clássico do rock que nos presenteou o Black Sabbath, Ozzy Osbourne surgiu na forma de um grito dissonante em meio à calmaria artificial do mundo.  Sua voz carregava a angústia de quem via demais, sentia demais, mas não conseguia explicar.  Foi chamado de louco, herege, profeta do fim.  E talvez fosse.  Não tinha a pretensão de ser herói – “I’m not trying to be anyone’s hero”.  E certamente não era.

A vida de Ozzy foi um solo distorcido que nunca se calou.  Viveu no limite entre o abismo e a redenção, entre os excessos e os palcos iluminados.  Não buscava perfeição — buscava ser verdadeiro, com todos os dramas e defeitos.  E por isso nos tocou tanto.  Sua existência foi uma tempestade elétrica que atravessou gerações, incendiando corações e libertando aqueles que, como ele, se sentiam deslocados.  Ozzy era a nossa própria paranoia girando a 33,3 RPM.

Mas os ventos mudaram. E o tempo, sempre implacável, um dia sussurrou aquilo que Ozzy mesmo previu em sua balada mais terna: “Mama, I’m coming home”.  Nos últimos anos, o mundo presenciou o homem se recolher do mito.  Os palcos silenciaram aos poucos e o “Príncipe das Trevas” foi se despedindo da luz da ribalta com a dignidade serena de quem sabia que seu lugar na eternidade já estava escrito.  Não foi fuga. Foi reencontro. Com a paz. Com a família.  Consigo mesmo.

Agora, ele se foi.  Mas que ninguém chore.  Como ele nos ensinou em outra de suas canções imortais, “No more tears”, chega um momento em que é preciso deixar que as lágrimas sequem, que a dor se transforme em memória, e a ausência vire gratidão.

Não sou mais uma pessoa espiritualizada.  Não tenho a ilusão que em algum lugar há uma guitarra esperando por Ozzy.  Mas sei que algumas pessoas tocam a eternidade porque iluminam corações e mentes, geração após geração.  É nesse aspecto que Ozzy volta para casa.  Boa viagem, Madman.

E obrigado por ensinar ao mundo que há beleza até mesmo na escuridão.

*Olavo Hamilton – Advogado e Professor

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