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Professores da FAD elaboram Carta Aberta pelo retorno das atividades

Um grupo de professores da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FAD- UERN) se reuniram nesta terça-feira, 20, para avaliar a greve e sugerir alternativas para solução do problema que já ultrapassa os cem dias.

Na ocasião, elaboraram uma Carta Aberta a fim de que ela seja analisada pelos docentes e técnicos administrativos da instituição. No documento os professores pleiteiam o retorno das atividades acadêmicas, ou seja, o fim da greve. Vejam a Carta na íntegra que o Blog da Chris publica em primeira mão:  


CARTA ABERTA ÀS CATEGORIAS E À REITORIA DA UERN         

Estamos em estado de greve há mais de cem dias, motivados pelo legítimo interesse de reivindicar a regularização do pagamento salarial. Todavia, decorrido esse tempo, o Governo não mudou o quadro de atrasos e nem tem demonstrado que o fará a curto prazo, gerando um impasse prejudicial à educação superior no Estado, notadamente à classe discente, que tem ficado órfã do direito constitucional à sua formação profissional, intelectual e crítica.

Embora noutros momentos o instrumento da greve tenha sido eficaz para as conquistas salariais, no momento resta evidenciado que ele não tem se mostrado o mais adequado para conquistarmos os objetivos pautados pelas categorias.

Lembramos aos colegas servidores que vivenciamos um contexto de desvalia e precarização das instituições, não se ignorando um movimento crescente de defensores do Estado mínimo, especialmente no ensino superior.

Aproveitando que o Rio Grande do Norte enfrenta grave crise política e administrativa, esses desestruturadores sociais colocaram indevidamente a UERN em suas “alças de mira”, numa campanha organizada de minimização de sua importância.

É impossível, também, não notar as coincidências entre o caminho da educação e o desenvolvimento das formas de legitimação política moderna. A UERN é um forte elemento de conscientização política da sociedade e de formação profissional, interessando a alguns a sua desmobilização.

Por essa e outras razões, pleiteamos o retorno às atividades acadêmicas, adotando outras posturas combativas em substituição à greve, que ousamos apresentar a seguir:

1 – engajar os alunos e suas famílias na ressignificação da Universidade;

2 – adotar estratégias para ocupação de espaços políticos e decisórios institucionais;

3 – buscar a sustentabilidade econômica da Universidade e a sua viabilização financeira, inclusive mediante a prestação de serviços externos;

4 – retomar a discussão sobre a proposta de autonomia financeira;

5 – promover um conjunto de informações positivas da Universidade (importância econômica, social, cultural), com a construção, divulgação e avaliação de indicadores de eficiência da UERN;

6 – promover seminários regionais temáticos, pontuando as realizações da UERN nos seus 50 anos de existência;

7 – trabalhar com a conscientização política e social sobre o valor da UERN e da própria educação como vetor de desenvolvimento econômico e equalizador social.

Assim, manifestamo-nos pelo RETORNO ÀS ATIVIDADES NA UERN, sem prejuízo da continuidade da luta em defesa dos nossos direitos, mediante novas estratégias.

Mossoró-RN, 20 de fevereiro de 2018.

DOCENTES (FACULDADE DE DIREITO)

Francisco Marcos de Araújo

Lauro Gurgel de Brito

Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade

Raimundo Márcio Ribeiro Lima

Andrea Maria Pedrosa Silva Jales

Clédina Maria Fernandes

Edgleuson Costa Rodrigues

Edmar Eduardo de Moura Vieira

Denise dos Santos Vasconcelos Silva

Marcus Tullius Leite Fernandes dos Santos

José Anselmo de Carvalho

Humberto Henrique Costa Fernandes do Rêgo

Olegário Gurgel Ferreira Gomes

Hamilton Vieira Sobrinho

Francisco Valadares Filho

Sealtiel Duarte de Oliveira

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Professores da UERN avaliam movimento grevista na próxima sexta-feira.

(Foto: publicação)

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, convoca todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. Francisco Morais Filho, na próxima sexta-feira, 23.

O encontro será para avaliar o movimento grevista e traçar os rumos da mobilização docente.  A greve, que já ultrapassa os 100 dias, tem como principal ponto de reivindicação o pagamento dos salários atrasados.

Os servidores da universidade, assim como boa parte do funcionalismo público estadual, vêm amargando atrasos salariais desde Janeiro de 2016. Desde então as categorias convivem com a insegurança e a falta de um calendário de pagamento que respeite os trabalhadores do estado.

A greve da UERN teve início no dia 10 de Novembro de 2017, após decisão da categoria por ampla maioria. Hoje, a grande maioria dos docentes da UERN aguarda pelos salários referentes aos meses de Janeiro, fevereiro e o 13º salário de 2017.

Fonte: ADUERN.

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Vereadores cobram UTI pelo SUS no Hospital São Luiz

Vereadores foram recebidos pela diretora Marilac Oliveira e constaram leitos vazios no hospital. (Foto publicação/Edilberto Barros)

Comissão constata, em visita, 20 leitos vazios em unidade hospitalar

Em visita ao Hospital São Luiz, nesta quarta-feira (21), uma comissão da Câmara Municipal de Mossoró, formada pelos vereadores Izabel Montenegro (MDB), Ozaniel Mesquita (PR), Emílio Ferreira (PSD), Raério (PRB), Isolda Dantas (PT), Didi de Arnor (PRB) e Aline Couto (PHS), constataram 20 leitos vazios de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O motivo, segundo a diretoria da unidade, é a demora para o credenciamento do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os vereadores se comprometeram em verificar entraves que impedem o credenciamento, para que os leitos sejam logo utilizados por pacientes de baixa renda, através do SUS.

A Câmara Municipal de Mossoró é absolutamente favorável que esse credenciamento ocorra o mais rápido possível, haja vista a grande necessidade por UTI em Mossoró, que não se pode dar o luxo de ter 20 leitos subaproveitados dessa forma”, diz a presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB).

O vereador Ozaniel Mesquita (PR) lamentou a situação. “Se no Hospital São Luiz não há um único paciente internado na UTI, com certeza, neste momento, há pacientes esperando um leito no Hospital Regional Tarcísio Maia. É um absurdo. Vamos continuar cobrando o credenciamento o mais rápido possível”, assinala.

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Possível candidatura de Gorete Silveira à Assembleia Legislativa provoca desgate no MDB

Reunião do Diretório Municipal do MDB de Apodi que aprovou a pré-candidatura de Gorete Silveira a deputada Estadual. (Foto: publicação)

Na tarde da última quinta-feira (15), a ex-prefeita de Apodi, Gorete Silveira, mãe do atual prefeito, Alan Silveira, lançou sua pré-candidatura a deputado estadual.

O lançamento gerou desgaste dentro do MDB, vez que o grupo da ex-prefeita sempre apoiou o deputado Gustavo Fernandes, inclusive, foi o deputado quem indicou Kléber Smith da Silveira Pinto, igualmente filho da ex-prefeita, para o cargo de Delegado Federal de Desenvolvimento Agrário do Rio Grande do Norte (DFDA/RN), antes funcionário do gabinete do deputado.

O anúncio deixou o deputado Gustavo indignado já que ele tinha como certo o apoio do prefeito Alan para as eleições de 2018. Um apoio, frise-se, muito importante, já que Alan é um dos prefeitos mais bem avaliados do RN.