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De “Bostobras” e outros dejetos

Por Paulo Afonso Linhares

Uma das grandes decepções de setores do empresariado brasileiro que coadjuvaram o golpe de 1964, que apeou do poder o presidente João Goulart, foi descobrir que os protagonistas fardados, embora raivosos direitistas, eram empedernidos nacionalistas e fiéis defensores do Leviathan.

Claro, no começo o economista-mor Roberto Campos, jocosamente chamado de “Bob Fields” por sua indisfarçável americanofilia (aliás, avô do atual presidente do Banco Central), conseguiu impor uma agenda liberal muito ao gosto de Wall Street, entre 15 de abril de 1964 até 15 de março de 1967, quando o presidente marechal Castelo Branco foi substituído pelo marechal Arthur da Costa e Silva, da linha-dura militar, ultranacionalista e defensora de uma Estado forte e intervencionista. 

Cerca de dois anos depois, esse mesmo segmento se firmou no poder ditatorial quando, em circunstâncias misteriosas, defenestrou do poder Costa e Silva e impediu que o seu vice, o civil Pedro Aleixo, o substituísse. Uma junta militar, composta por representantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, passou a governar o Brasil e logo a ordem constitucional desenhada na Carta de 1967 foi implodida com a ‘constitucionalização’ de instrumento de exceção – o Ato Institucional nº 5 – que somente teve como paralelo o esdrúxulo Poder Moderador da Constituição Imperial de 1824. 

Com o governo Geisel, iniciado em 1974, teve início um novo ciclo econômico caracterizado pela retomada, noutras bases, do desenvolvimentismo dos governos antes de 1964, tendo como ideia-força a fortíssima presença estatal na estrutura de base da economia, sobretudo, nos setores de transportes, telecomunicações, energia elétrica e petróleo. E foi o momento de surgimento, na esteira da velha Petrobrás, das diversas outras ‘bras’, para espanto de liberais de vários matizes: Telebrás, Eletrobrás, Nuclebrás etc.

A propósito, conta-se que numa circunspecta reunião ministerial, Shigeaki Ueki, então poderoso ministro das Minas e Energia, sugeriu ao presidente Geisel a criação de um programa de aproveitamento de esterco na produção de energia a partir do biogás. Foi quando o poderoso ministro do Planejamento, Mário Henrique Simonsen, que não era um liberal, com aquela indefectível cara eterna de ressaca, embora genial economista e bem sucedido banqueiro, abalou a todos, sobretudo, o luterano Geisel, quando afirmou: “Criaremos a Bostobras. Perdoem-me a indiscrição, mas, se tivessem me dado a oportunidade, eu sugeriria um outro nome…” Pano rápido.

Bom, essa conversa comprida de resgate histórico cai como uma luva neste momento vivido pelo Brasil, na era bolsonaro. E ajuda a decodificar uma série de episódios recentes caracterizados por uma servil obediência aos interesses norte-americanos segundo a (ridícula) fórmula “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”,  a infame e gosmenta frase do embaixador  Juracy Magalhães, nos anos iniciais da ditadura militar.

Nessa mesma linha, os maneios entreguistas do ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, corroborados pelo próprio presidente Bolsonaro no beija-mãos a Donald Trump, projetam ações que desfavorecem os interesses do Estado brasileiro, como é o caso da ingerência norte-americana no estratégico Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, que deverá passar à condição de mero apêndice da National Aeronautics and Space Administration (NASA), a agência do governo federal dos Estados Unidos da América para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.

Um dos programas da NASA para os próximos anos, anunciado pelo próprio Trump, é o de recolher os 96 invólucros contendo fezes e outros dejetos deixados para trás por astronautas norte-americanos na Lua. Recolhê-los nada tem a ver com algum propósito ecológico de limpar o nosso satélite, mas, com a investigação sobre a sobrevivência de micro-organismos no estéril ambiente lunar. Sim, parece brincadeira, piada de mau gosto ou “bad joke”, na língua de Mark Twain, mas, uma missão espacial está sendo planejada para isso: trazer de volta essas dejeções todas deixados por astronautas das várias missões Apollo. 

E o que tem a ver o Brasil com isso? É previsível que um foguete “limpa-bosta” parta da Base de Alcântara, no Maranhão, a qual o governo brasileiro colocou genericamente à disposição dos norte-americanos, inclusive, com assinatura de instrumento bilateral – chamado oficialmente de Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que cria as condições para uma atuação conjunta EUA-Brasil no CLA – pelos presidentes de ambos os países, na recente visita de Bolsonaro a Washington. Em todos os sentidos, o custo será menor do que transformar o glamuroso Canaveral Cape num mal-afamado espaço porto recolhedor de dejetos. O Brasil, sim, poderá ‘abraçar’ a missão mal-cheirosa. Isto nem é algo concreto nem tampouco um reles “fake new”, mas, algo previsível de ocorrer e que tem tudo a ver com o nível de relação política estabelecido entre o governo Trump e o de Jair Bolsonaro: senhor e servo, respectivamente. 

Nada de pensamentos menores e mesquinhos proto-esquerdóides: se é bom para os EUA certamente o será para o Brasil, já disse Juracy Magalhães. Tapemos o nariz e aceitemos o fado e o enfado.  Enfim, a bosta dos astronautas ianques poderá ser, também, brasileira. Ei, e  isto não se refere ao renitente complexo de vira-lata incrustado nas almas das camadas altas e médias da população brasileira, certo? 

No limite, quem sabe se até não será possível a criação de mais uma estatal – na forma de joint venture de capital norte-americano e centavos brasileiros? – cujo sugestivo nome poderá ser “Bostobras Aeroespacial”, em homenagem à invectiva bem-humorada de Mário Henrique Simonsen. Afinal, é Brasil acima de tudo. Fecha o pano.

Paulo Linhares é professor e advogado

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Campanha de Vacinação começa nesta quarta-feira (10)

(Foto: publicação)

A Campanha Nacional contra a Influenza, popularmente conhecida como Campanha da Gripe, começa nesta quarta-feira (10) e segue até o dia 31 de maio nas UBSs, tendo o dia 04 de maio como Dia D de mobilização nacional.

Segundo o Ministério Saúde (MS), são em média 82.707 pessoas na cidade dentro dos grupos prioritários que devem receber a vacina que protege contra a influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B. Os públicos-alvo são crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto); indivíduos com 60 anos ou mais de idade; trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; grupos de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; povos indígenas; população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

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Desta vez, o Grupo Diocecena nos levará a uma viagem ao “Egito”

(Foto: publicação)

Nos dias 12, 13 e 14 de abril, o Grupo Diocecena, do Colégio Diocesano Santa Luzia, apresenta o espetáculo Egito. As exibições acontecem no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em Mossoró, com início às 19h30. A direção é da coreógrafa Roberta Schumara.

O espetáculo tem 13 cenas, contando com uma equipe formada por cerca de 100 pessoas, sendo 60 bailarinos e bailarinas, e foi criado unindo a linguagem contemporânea com o legado histórico, passando pela referência aos povos antigos, mitologia egípcia e sua interpretação da criação do universo. Deuses e deusas, pirâmides, hieróglifos e múmias compõem as referências utilizadas para recontar esta história.

Roberta Shumara  (Foto: divulgação) 

Sempre apreciei a cultura de várias civilizações e me despertou o interesse em aprofundar a pesquisa sobre a cultura egípcia, por ser uma das mais antigas e instigantes. Assistimos aulas de história para que pudéssemos ter propriedade sobre aquilo que estamos apresentando. É fascinante para nós, espero que seja também para o público”, conta Schumara.

Os ingressos para o espetáculo Egito podem ser adquiridos na secretaria do Colégio Diocesano, até a quinta-feira, 11. A partir de sexta-feira os acessos serão vendidos na bilheteria do teatro.

O Diocecena, grupo de dança do Colégio Diocesano Santa Luzia em atividade desde 2006, trabalha como instrumento de socialização na formação das crianças e jovens, assim também como fonte inesgotável de cultura, arte e aprendizado.

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Abertas as inscrições para a Plenária Regional do 34º Congresso Estadual dos Petroleiros

(Foto: publicação)

A Diretoria do SINDIPETRO-RN convida toda a categoria petroleira de Mossoró e região para participar da 1ª Plenária Regional Preparatória do 34º Congresso Estadual dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte – CEPETRO-RN.

Com o tema “Autonomia, Unidade e Resistência: em defesa da Democracia e do Brasil”, o evento acontece no próximo sábado, 13 de abril, das 9h às 14h, no Hotel VillaOeste (Av. Pres. Dutra, 870 – Ilha de Santa Luzia).

Quem desejar participar da Plenária pode fazer a inscrição de até o dia 12 de abril, diretamente com os diretores do Sindicato; com os funcionários, na subsede da entidade, em Mossoró; ou, ainda, preenchendo o formulário online no site: sindipetrorn.org.br

Na pauta, debate sobre Acordo Coletivo de Trabalho,situação da PETROS e privatização no Sistema Petrobrás. Na oportunidade, também serão eleitos delegados/as para a Plenária Final do 34º CEPETRO-RN, agendado para 11 de maio, em Natal.

Os participantes ainda terão a oportunidade de assistir duas palestras: a primeira sobre “AsConsequências da Reforma Trabalhista”, aprovada durante o governo Michel Temer, em 2017; e, a segunda,sobre “As Ameaças da Reforma da Previdência”,proposta pelo atual governo.

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Marcha para Prefeitos

(Foto: publicação)

Começa hoje, segunda-feira (08), e segue até a próxima quinta-feira (11), a XXII Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios. O evento acontece no Centro Internacional de Convenções de Brasília – CICB.

A abertura do evento aconteceu às 8h, e contou com as presenças de Jair Bolsonaro, presidente da República; Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal; Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, além de ministros de Estado.     

Representação mossoroense

Alguns vereadores de Mossoró embarcaram ontem para participar do evento em Brasília. Foram eles: Genilson Alves (PMN), Alex do Frango (PMB), Sandra Rosado (PSDB), Aline Couto (sem partido), João Gentil (sem partido), Zé Peixeiro (PTC) e Maria das Malhas (PSD).

Mal avaliado

(Foto: publicação)

A pesquisa que avaliou os 100 dias do governo Jair Bolsonaro (PSL) divulgada ontem pela DataFolha mexeu com os brios de muitos bolsonaristas, que foram às redes sociais defender o presidente e declarar a “falta de credibilidade” do instituto.  

Segundo a pesquisa, 32% aprovam e 30% desaprovam o governo Bolsonaro. E mais, que o atual presidente tem a pior avaliação após os 3 meses do 1º mandato desde 1990: Collor tinha 19% de reprovação no mesmo período, contra 16% de FHC, 10% de Lula e 7% de Dilma.

Para muitos a pesquisa é uma fraude, uma piada e foi comprada pela esquerda.

Ainda acreditam   

A classe empresarial, ou pelo menos parte dela, se mostra otimista com o atual governo, como é o caso do empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró, Tião Couto, que declarou em uma rede social, logo após a publicação da pesquisa DataFolha.

Acho que por isso vai dar certo, já que os outros, melhor avaliados, foram uns desastres”, escreveu Tião.   

Aguardemos então…  

Artigo de Henrique Alves na TN

(Foto: publicação)

A edição da Tribuna do Norte deste domingo (07) trouxe um artigo do ex-ministro e ex-deputado Henrique Alves, sob o título Justiça de Deus!  

Henrique falou sobre os 332 dias que passou preso, sem qualquer condenação.   

Falou do aprendizado que esses mal fadados dias lhe rendeu: paciência, tolerância, solidão, perdão, gratidão, esperança, e, acima de tudo, a fé diante de muitos outros sentimentos como a ingratidão, intolerância, falta de compromisso por parte de alguns operadores do direito, da imprensa em seu dever de informar, “com a consciência de cada um no falar ou escrever”…

Inocência

O ex-ministro ainda lembra que as 27 testemunhas arroladas pelo Ministério Público o inocentaram de todo e qualquer delito existente nos autos dos processos.

Por fim, agradece à família, aos amigos, e a justiça de Deus, que hoje o faz um vencedor. E como de costume em seus artigos, encerra com, “e a luta continua”!

Dúvida e esperança   

Para muitos correligionários, o “a luta continua!” acende a esperança de que Henrique voltará à cena política num futuro próximo, muito embora o ex-deputado, hoje, não fala sobre o assunto e até descarta tal possibilidade.  

Mas, para os bacuraus mais apaixonados foi mais um lampejo de esperança. Será? Vamos aguardar, só o tempo dirá…

Afastamento compulsório

(Foto: publicação)

Do Blog do Tio Colorau

Esta semana, um profissional que milita na imprensa foi afastado de suas funções num jornal, numa rádio e também exonerado de um cargo que possuía na prefeitura municipal.

Não se sabe a razão exata do expurgo, mas há forte suspeitas de que ele fez críticas que a chefe do Executivo não curtiu. Afinal, os dois órgãos de imprensa, tanto o jornal como a rádio, são panfletários pró-executivo, e por isso devem ter obedecido ordens para demiti-lo. Uma lástima.

O blog se solidariza com o profissional e desde já torce por sua recolocação no mercado.

Encontro regional Esmarn do oeste.

A Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn), unidade Mossoró, sob a coordenação do Juiz Patrício Lobo, vai realizar no dia 25 de abril de 2019, no Tribunal do Júri – Fórum Doutor Silveira Martins, a partir das 8h, o I Encontro Regional Esmarn Oeste. O evento reunirá magistrados, servidores do Judiciário, profissionais do Direito, professores e estudantes universitários.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas através do link:  https://bit.ly/2OS9igN. A organização pede que cada participante leve 2 kg de alimento.

Sunset do Diocesano

(Fotos: Guilherme Ricarte/Publicação)

Na tarde deste domingo (07), no Partage Shopping Mossoró, aconteceu o lançamento da Festa dos ex-alunos do Diocesano. A movimentação foi na loja TCM Telecom e contou com pocket shows das atrações da cidade que animarão a festa no dia 04 de maio: DJ New, Aline e David Almeida, banda Nanaê e Renata Falcão que se juntarão à rainha do forró, Eliane.   

O diretor do colégio Diocesano, Pe. Charles Lamartine, falou em nome da Associação dos Ex-alunos e organizadores da festa, para agradecer a presença de todos, o empenho na realização do evento, bem como, para convidar a todos para a grande festa em Maio. 

Um dos pontos altos da festa de lançamento foi, sem dúvida, a participação da Fanfarra Marcelo Emílio, que desfilou pelos corredores e praça de alimentação do shopping tirando muitos aplausos do público presente.

A Festa dos Ex-alunos, Sunset do Diocesano, será no próprio colégio. Agende e leve sua turma para uma tarde/noite das melhores.       

Aqui alguns cliques do que aconteceu no Partage Mossoró:    

Playlist

Entre os lançamentos da semana estão as músicas e discos: “Corre Corre” (Los Hermanos); “Sonhos e Planos” (Rodriguinho); “Medicine” (Jennifer Lopez), “O Que Mereço” (Zélia Duncan); “Alinhamento Energético” (Fafá de Belém), “Pro Dia Nascer Feliz” (Paulo Ricardo/Selva), e “Te Canto Um Son” (Alejandro Sanz).  

Atualize-se.

Máximas e Mínimas

“Veja tudo, de vários ângulos e sinta, não sossegue nunca o olho, siga o exemplo do rio que está sempre indo, mesmo parado vai mudando”. ( Autran Dourado)  

SOBREMESA

Parabéns- Sábado (06) foi dia de parabéns para Isabeline Mendes, Tércio Maia, Leovigildo Neto e Jales Júnior. Este domingo foi dia de vivas e desejos de felicidades para as amigos Anna Ritta Moura, Eliana Medeiros, isabela Rodrigues e Marcondes Maia. Hoje (08), os parabéns seguem para Luana Martins Araújo, Evelane Maia, Regina Araújo, Ângelo Siqueira, Maria Luíza Pedrosa e Ivanilma Amorim. Tudo de bom, amigos!  

Famtour- O Rio Grande do Norte está recendo, desde a última sexta-feira (05), um importante famtour de buyers internacionais oriundos de oito países da América Latina, Europa e Ásia. Os dez compradores, de diferentes nacionalidades, representam grandes operadoras mundiais de turismo e escolheram o estado como destino de interesse para realizar futuras ações. Eles estarão na cidade entre os dias 5 e 9 de abril, conhecendo as belezas do RN e as suas potencialidades turísticas.

Casa da Ribeira- O espetáculo O Sr. Ventilador, o mais recente espetáculo do grupo cearense Bagaceira,  chega a Natal. As apresentações serão nos dias 13 e 14 de abril, na Casa da Ribeira.

Leitores/amigos- Agradecemos à leitura deste blog a Pe. Sátiro Dantas e Gorete Duarte.   

Trilha Sonora- Este post foi escrito ao som da banda de rock da Escócia, Simple Minds.

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Samba do Arnesto

Por Paulo Linhares

O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás/ Nóis fumo e não encontremos ninguém/ Nóis vortemo cuma baita duma reiva/ Da outra veiz nóis num vai mais/ Nóis não semos tatu!” Estes versos de Adoniran Barbosa, remetem a uma reflexão sobre os fatores que fizeram Ernesto Fonseca de Araújo, um maluco nada beleza, assumir o comando do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, no governo Bolsonaro.

Diplomata de carreira, Araújo foi sempre tido por seus pares como uma figura exótica, sobretudo, por suas atitudes contraditórias que vão da aceitação de desmedida de posturas ultra direitistas à defesa de Dilma Rousseff, não na condição de presidente da República, mas, na sua atuação de combatente contra a ditadura militar de 1964. E neste caso, para manter uma sinecura na embaixada brasileira em Washington.

Mesmo alçado ao posto máximo da carreira diplomática – o de embaixador – Araújo jamais comandou os interesses do Brasil no exterior, sobretudo, as legações situadas em países mais importantes: o famoso “circuito Elisabeth Arden” (Washington-Londres-Paris-Roma). Nem pensar: seria complicadíssimo que Ernesto viesse representar o Brasil, na condição de embaixador, até de  postos diplomáticos brasileiras menos glamourosos mantidos noutros países.

Eleito presidente, Bolsonaro quis mimar o círculo mais empedernidamente crescente do seu ideário direitista no governo, sob os auspícios da “nova política”. Para tanto, escolheu dois dos discípulos do malcriado astrólogo Olavo de Carvalho como ministros de pastas importantes: Ernesto Araújo, para as Relações Exteriores, e o colombiano Ricardo Vélez, para o Ministério da Educação. Essas escolhas causaram não apenas enorme espanto, mas, se transformaram em fontes de  graves e intermináveis crises políticas.

Aliás, isto sem falar que o cenário da política brasileira se tornou mais carregado com a desnecessária desavença aberta pelo próprio Bolsonaro contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, onde tem rolado um forte estresse, com farpas duríssimas de lado a lado. Um verdadeiro ninho de canção, onde ninguém se entende.

No plano externo, passado o triste episódio do beija-mão que Bolsonaro fez com Donald Trump, o próximo destino do presidente brasileiro será Israel. É previsível um rosário de gafes e, sobretudo, o recrudescimento de uma séria crise diplomática com os países de Liga Árabe que poderá trazer prejuízos econômicos imponderáveis para o agronegócio do Brasil. O presidente e seu ministro das relações exteriores resolveram literalmente “cutucar o cão com vara curta”.

Primeiro, quando dão à política exterior brasileira um forte marcador ideológico, na medida em que são nossos parceiros preferenciais aqueles países que, atualmente, têm governo de direita ou de extrema direita. Errado os interesses comerciais e de cooperação em diversos domínios devem balizar as relações internacionais. Segundo, por desprezar parceiros comerciais importantíssimos como os endinheirados países árabes e a grande potência econômica mundial que é a China. No atual momento difícil por que passa a economia brasileira, essa postura pode ser tida, no mínimo, irresponsável, equivocada e contrária aos interesses nacionais. Imitar Trump na condução da política externa brasileira é uma estupidez sem tamanho.

O ministro Ernesto Araújo, superou todas as expectativas ao afirmar, recentemente, que em 31 de março de 1964 não houve um golpe militar, que não considera que tenha havido um “golpe” no país em 1964. Segundo ele, o que houve na ocasião foi um “movimento necessário” para que o país não se tornasse uma “ditadura”, declaração de Araújo que foi dada em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados: “Vossa Excelência me perguntava se eu considero 1964 um golpe. Eu não considero um golpe. Considero que foi um movimento necessário para que o Brasil não se tornasse uma ditadura. Não tenho a menor dúvida disso. Essa é minha leitura da história”. Coisa de doido, isto sim, essa interpretação.

Certamente, o conjunto dos diplomatas brasileiros, que não é composto de petistas ou assemelhados, convive mal com o atual chanceler brasileiro e suas imponderáveis invectivas. Ora, um dos grandes legados da diplomacia brasileira, sob inspiração do Barão do Rio Branco, tem sido a eficiência e a discrição, para quem “um diplomata não serve a um regime e sim ao seu país”. Lição esta não assimilada o chanceler ‘Arnesto’.Assim, Ernesto Araújo, à frente do Ministério das Relações Exteriores, tem feito tudo para desprezar essa boa herança de Rio Branco e a tradição de eficiência da diplomacia brasileira ao promover, à sombra do belíssimo Palácio do Itamaraty, um autêntico “samba de criolo doido”,  aumentando mais ainda as dificuldades que enfrenta o não menos confuso e autoconflituoso governo Bolsonaro.

Pior do que a negação do golpe de 1964, só a afirmativa que fez publicamente em que disse  serem o nazismo e o fascismo resultados de “fenômenos de esquerda”. Enérgumeno até não mais poder, o chanceler de lata – versão empobrecida do “Chanceler de Ferro”, como ficou conhecido o Marechal Otto von Bismarck – talvez tenha antecipado, com esse raciocínio, a chave para interpretação dos historiadores do futuro sobre a presidência de Bolsonaro: se Hitler e Mussolini eram de esquerda, só falta culpar o PT pelo desastre em que poderá transformar-se o atual governo do capitão e seus miquinhos amestrados.

Prefiro as lições de historiadores do porte de Richard J. Evans, na sua obra “A chegada do terceiro reich”, que mostra o perfil ideológico de Hittler nas profundas de extrema-direita. E Evans não é petista, mas, festejado professor da University of Cambridge, Inglaterra. Mesmo porque, “Nóis não semos tatu!”

Paulo Linhares é professor e advogado

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Recuperação da malha viária

(Foto: blog do Carlos Santos/ publicação)

A prefeitura de Mossoró, em nota oficial, anunciou para esta segunda, 1º de abril (Dia da Mentira), o início da recuperação da malha viária da cidade. O dia chegou, vamos acompanhar e cobrar.

Segundo a PMM, o recapeamento começará pelas ruas e avenidas de maior fluxo, o que beneficia a população de diversas localidades de Mossoró. Sei…

Nada a mostrar

O valor que foi anunciado para recuperação de ruas e avenidas em Mossoró não dará nem para o começo. A cidade está uma buraqueira só, quase intransitável. Fato. E não venham com a desculpa das chuvas, tem buracos que já são de “estimação” da municipalidade, e estão e permanecem onde sempre estiveram mesmo antes do período chuvoso.  

Essa cobrança pela recuperação das ruas e avenidas de nossa cidade é recorrente, não é de hoje. O que parece é que os ecos das redes sociais, aliados aos resultados das urnas das últimas eleições, ainda não atravessaram os muros do palácio da Resistência. É muita confiança em ter uma cidade e seu povo dominado, para pouco serviço prestado e mostrado a população de Mossoró.

Mais problemas

Praça de Convivência às escuras (Foto: publicação)

À buraqueira, soma-se a escuridão que toma conta das ruas, avenidas e até de equipamentos públicos considerados pontos turísticos da cidade. A cidade está às escuras.

Ruas e avenidas cheias de buracos na mais completa escuridão, imaginem o caos. Um verdadeiro espetáculo de desleixo com a coisa pública.

Minha Mossoró, o que estão fazendo com você… ?????”     

Assembleia homenageia Ministério Público  

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no próximo dia 10 de abril, vai homenagear os 50 anos da Associação do Ministério Público do RN (AMPERN). A solenidade, marcada para acontecer às 9h, irá reconhecer o trabalho de 10 membros da instituição.

“Neste dia iremos ressaltar o trabalho destes promotores e procuradores que defendem os interesses do Ministério Público através da Ampern, uma associação que merece todo o nosso respeito”, justifica o presidente da Casa e autor da proposição, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Fundada em 10 de abril de 1969, a AMPERN congrega os promotores e procuradores de Justiça, ativos e inativos, além de pensionistas e membros do Ministério Público do Estado.

Paulo Leão

Paulo Leão (Foto: publicação)

Entre os homenageados estará o procurador aposentado, Paulo Roberto Dantas de Souza Leão, que já presidiu a Ampern em dois biênios, 1997/1998 e 1999/2000.

Dr, Paulo Leão é um velho conhecido dos mossoroenses. Ele já residiu em Mossoró, tendo lecionado na Universidade do Estado do Rio Grande (UERN), à época FURRN, de outubro de 1987 a dezembro de 1993; trabalhou no Ministério Público como promotor de Justiça, sempre atuando na área criminal, de março de 1988 a dezembro de 1993, quando seguiu para a capital.

Currículo caudaloso

Ao longo de sua carreira no MP, Paulo Leão foi procurador, procurador Geral (2001/2003), Corregedor Geral, Presidente da Ampern e coordenador de diversos Caop’s (Meio Ambiente, Patrimônio Público e Júri). Hoje é advogado, professor e coordenador geral do curso de Direito da UFRN. Então, homenagem mais que merecida, diga-se.

Ao dr. Paulo Leão todo nosso respeito e admiração. Sucesso, meu caro.

Partido Novo

Gabriel Barcellos (Foto: publicação)

O partido Novo realiza, na próxima quarta-feira (03), mais uma rodada de palestra para os simpatizantes e curiosos conhecerem um pouco mais da ideologia e diretrizes do partido. Desta vez, o evento terá como convidado especial, o diretor Comercial do Hotel Thermas e já integrante do partido na cidade, Gabriel Barcelos, que falará sobre o “Turismo como fonte de emprego e renda em Mossoró”.

O evento está marcado parta começar às 19h, é gratuito e aberto ao público.    

“make B”

(Fotos: Eduardo Kennedy)

Na última terça-feira (26), o salão no Garbos Hotel esteve lotado. A façanha foi da franquia O Botícário, juntamente com a concessionária Volkswagen, que realizaram o evento make B e trouxeram a Mossoró o maquiador e consultor de maquiagem da marca o Boticário, o todo competente Sadi Consati, para um talk show.

Sadi agradou por demais o público presente (mulheres da cidade e profissionais de beleza) tanto pelas muitas dicas para se fazer uma boa e perfeita maquiagem, adequando ao seu tom de pele, quanto pela sua simpatia, acessibilidade, humildade… Sem dúvidas, um baita profissional.

Parabéns aos organizadores pela iniciativa do evento. Que venham outros…

Playlist

Entre os lançamentos da semana estão as músicas e discos: “De Graça e de Glória” (Péricles); “Ela Diz Que Me Ama” (Roberta Sá/Gilberto Gil/Jorge Ben); “Nós Dois” (Dorgival Dantas/Xand Avião), “Cansei de Ilusões” (nana Caymmi); “Mi Persona Favorita” (Alejandro Sanz), “Minha Cabeça” (Clarisse Falcão), e “50 Vezes” (Sorriso Maroto/Dilsinho).  

Atualize-se.

Máximas e Mínimas

“Paremos de indagar o que o futuro nos reserva e recebamos como um presente o que quer que nos traga o dia de hoje”. (Heráclito)

SOBREMESA

Parabéns- Sábado (30) foi dia de abraços e desejos de felicidades para os amigos Paulo de Tarso Santiago, Thurbay Rodrigues, Argolante Lopes e Maia Pinto. O domingo amanheceu mais alegre para Mariana Conrado, Jorge de Castro, Naide Bessa, Vanessa Sousa, Ângela Gadelha e Rosana Viegas. A segunda (1º) é dia de abraços e desejos de felicidades para a Janete Vale, o primo Paulo Augusto Michalsky Alves, Sérgio Chaves, Rossivânia Gomes, Givanildo Silva e Lucenir Ferreira que amanheceram de idade nova. Parabéns, saúde e paz, amigos!  

Leitores/amigos- Agradecemos à leitura deste blog a Paulo Souza Leão   e Antônio Capistrano.   

Trilha Sonora- Este post foi escrito ao som do pianista, cantor, compositor e produtor britânico, Elton John.  

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Equinócio irredento

(Foto: publicação)

Por Paulo Afonso Linhares

             Na sabedoria dos camponeses nordestinos, o dia 19 de março em que homenageiam São José, o pai mortal de Jesus, é balizador decisivo para boa estação chuvosa e, por consequência, boas colheitas. A sabedoria popular, todavia, não é desprovida de cientificidade. O equinócio de outono, acompanhado do fenômeno da superlua, ocorreu neste 20 de março de 2019. Se chuvas ocorrem nesse dia, há uma infalível certeza de ‘bom inverno’.

            Desta feita, mal vencido o equinócio de 2019, eis que a Polícia Federal faz cumprir, em São Paulo, mandados de prisão preventiva, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas (aquele do olhinho baixo…), do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Wellington Moreira Franco, este também conhecido no submundo da corrupção como “Gato Angorá”.

            Claro, municiado de informações privilegiadas, o cartel da mídia brasileira revelou, finalmente, as personagens que faltavam nessa ópera bufa cuja cena única era, até agora, a daquele velhinho barbudo, com nome  de intragável crustáceo, que, de rigor, nem deveria estar ali.

            Enfim, cenas de uma prisão anunciada: o chefe da quadrilha do MDB vai para o xilindró. Nada a comemorar, mesmo porque tais prisões são apenas de caráter preventivo, sem qualquer culpa formada relativamente aos presos. As repercussões midiáticas  parecem evidentes, no Brasil e no mundo. De repente, aquele juiz de olhinho à Ceveró passa a ocupar o lugar que há bem pouco tempo era do draconiano juiz Sérgio Moro, hoje envergonhado ministro da justiça do capitão Bolsonaro.

             Afinal, desde que essa desavergonhada república existe, apenas dois ex-presidentes foram, com ou sem razão encarcerados, como criminosos comuns: Lula, sob o tacão do juiz Moro, e Temer, por decisão do juiz Marcelo Bretas. Sequiosa de ancestral vingança,  brasileiros de classes sociais diversas  exultam. Claro, jamais imaginam como age essa máquina judiciária que, atendendo às pautas de um empoderado ministério público, que pretendem, em conjunto, fazer um redesenho do Brasil que contemple unicamente a sua hegemonia.

            O que poucos imaginavam é que, entre a “cutucada e a imediatidade do ‘êpa!”, o desembargador federal Antonio Ivan Athié, do Tribunal Federal da 2ª Região, abrisse a ‘ gaiola’ para libertar Temer, Gato Angorá  e mais outros cinco presos envolvidos na mesma investigação. Sem entrar no mérito das ‘virtudes’ judicantes do desembargador Atihé, inclusive, vários processos em que foi envolvido na condição de réu, aliás, brilhantemente absolvido em todos eles, sua decisão foi juridicamente irretorquível; julgou corretamente em se tratando de umas prisões preventivas inspiradas não nos requisitos legais incrustados no remendadíssimo Código de Processo Penal, mas, nas motivações midiáticas do juiz Bretas e dos membros da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

            Com efeito, no aprofundamento da democracia, tais  ‘efeitos de demonstração’ se tornam inevitáveis. Ninguém estaria acima da lei. Assim, sejam quais forem os propósitos dessa guerra surda contra o dragão da maldade da corrupção, a exultante expectativa é a de que a “velha política” seja derrotada. Será? Parece que não: a armação dos procuradores da República para arrancar 2,5 bilhões de reais da Petrobras para criar uma “Fundação Lava Jato” de cunho  privado fez cair uma pesada e não menos suspeito véu. A ação vigilante da imprensa e das redes sociais evitou fosse concretizada a ministerial falcatrua que, aliás, mereceu até o repúdio de dona Raquel Dodge, procuradora-geral da República do Brasil, que ajuizou uma ação no STF contra isso.

            O episódio mostra as vísceras de um velho costume político brasileiro: corruptos são sempre os outros; do outro lado, somente anjos vingadores que cumprem a lei e desejam esvurmar os bulbos infectos da ‘peste vermelha’ que teria assolado o país. Balela, avassaladora hipocrisia política praticada à sombra das instituições democráticas e republicanas que avultam do seio da Constituição, em que a busca da sobrelevação dos interesses populares que traduzem, no máximo, os apetites insaciáveis das corporações que dominam a máquina burocrática do Estado, no Ministério Público, no Judiciário, no aparato de segurança e mesmo nalgumas ‘manchas’ conservadoras do Congresso Nacional. Tudo a muitos anos-luz da ideia-força de radicalização da democracia imaginada por Rosa Luxemburgo.

            Com efeito, escarafunchar o passado é fácil; difícil é conviver com o presente e antecipar o futuro. O desiderato, agora, é adular os patrões da Wall Street, a CIA, as insanos arreganhos de Washington e de seu atual contestável Donald Trump, afinal, essas coisas de liberdade, inclusive, a de imprensa, de autonomia e harmonia dos poderes do Estado, o equilíbrio  federativo, são, nos dias que correm, apenas anacrônicos delírios dos “pais fundadores” da pátria  norte-americana que serviram de inspiração a outros povos do mundo, inclusive, o brasileiro.

Esses valores, diante da ressaca conservadora e de fortes pendores autoritários, não passam de frágeis velas ao vento – “candles in the Wind” – que ameaçam o legado das luzes e podem fazer  com que estes trópicos confusos afundem numa nova era de desalento e escuridão.

            Afinal, cá para estas bandas, o presidente Bolsonaro já decidiu que ao menos os quartéis, “que nos ensinam antigas lições”, como dizia o poeta Vandré em tempos idos e de triste memória, devem comemorar com ardor o aniversário de 55 anos do ‘movimento’ cívico- militar de 31 de março de 1964. Ocorrendo isso, tantos brasileiros torturados, mortos e ‘desaparecidos’ sob o tacão do regime militar, jamais poderão dizer “presente”, varridos que estarão sendo para debaixo do perverso tapete da História.

Contudo, estaremos vigilantes. Ave, Anatália de Melo Alves!

Paulo Linhares é professor e advogado. 

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Caso Marielle: acusados estão em Mossoró

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram transferidos na quinta-feira (28). (Foto: reprodução/TV Globo)

Do G1 Rio

O sargento reformado Ronnie Lessa e ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, acusados de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, foram transferidos na quinta-feira (28) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, para o presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (Seap).

 

O crime foi em 14 de março do ano passado. Presos preventivamente, Lessa e Anderson são réus e responderão à ação penal por duplo homicídio triplamente qualificado.

 

Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio, autorizou em caráter urgente e provisório o pedido de transferência dos acusados para penitenciária federal de segurança máxima.

A unidade foi definida pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

 

Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz negam qualquer envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson.

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Programa Vida Rural estreia na TCM no próximo domingo (31)

(Foto: publicação)

O programa é semanal e levará ao telespectador as informações sobre assuntos ligados à atividade no campo e suas ramificações. Vai ao ar aos domingos, às 9h30, com reprise aos sábados, às 8h30, no Canal 10 TCM HD da TCM Telecom. A estreia acontece neste domingo, dia 31.

O programa é estruturado em quadros informativos e reportagens com a proposta de mostrar o trabalho do pequeno, médio e grande produtor rural, o desempenho e as dificuldades do homem do campo, na agricultura e na pecuária, procurando auxiliá-lo com dicas e pesquisas sobre produção de alimentos, criação animal, agroindústria, comercialização de produtos e a aplicabilidade de novas tecnologias para o setor.

O programa também vai acompanhar o calendário de eventos, com a divulgação de feiras, festas e exposições em todo o estado do Rio Grande do Norte.

Quem apresentará o Vida Rural é a jornalista Ana Clara Oliveira. A reportagem será de Rafael Irineu. “O Vida Rural vai contar as histórias, as curiosidades, as crenças, os costumes, a culinária e o modo de vida desse povo nobre e bravo do sertão”, explica Zenóbio Oliveira, idealizador e diretor do programa.       

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