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Auxílio dos aposentados da UERN não sofrerá alteração, garante governadora.

(Foto: Sandro Menezes/Publicação)) 

O pagamento do auxílio-saúde para os servidores aposentados da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está mantido pelo Governo do Estado.

Em reunião na tarde desta segunda-feira (12), com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT), ficou definido que representantes do Instituto de Previdência do RN (Ipern) e da Universidade do Estado do RN (Uern) se reunirão nesta terça-feira (13) para fazer os ajustes contábeis que são necessários para adequação legal.

O auxílio-saúde foi instituído pela lei estadual nº 608/2017 para os servidores da Uern, mas o artigo 5º do dispositivo legal pontua que o pagamento do auxílio deve ser feito a partir do orçamento da Fundação Universidade do Estado do RN (Fuern) e não pelo Ipern.

O acerto orçamentário para o pagamento do auxílio será feito entre a direção da instituição de ensino e o Instituto de Previdência, que vinha pagando o auxílio. ”Nós asseguramos a autonomia da UERN e garantimos o pagamento da verba. O servidor pode ficar tranquilo, que nenhum direito será retirado”, explicou a governadora Fátima Bezerra.

Informações da Assessoria de Comunicação do Governo do RN.

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PMM: limpeza urbana tem reajuste em cima de contrato milionário

Reajuste garante melhoria em contrato cevado (Reprodução)

Do Blog do Carlos Santos 

A Vale Norte Construtora Ltda. da Bahia, que desde o último ano da gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior  (PSD, à época)  em 2016, é responsável pelo serviço de limpeza urbana de Mossoró, ganhou mais um reajuste financeiro à sua tarefa. Sem alardes, que se diga.

A elevação chegou a 7,1021%. O valor original do contrato é de R$ 95.672.777,28 (Noventa e Cinco Milhões Seiscentos e Setenta e Dois Mil, Setecentos e Setenta e Sete Reais e Vinte Oito Centavos).

O percentual está acima, por exemplo, da inflação oficial de 2018 que chegou a 3,75%.

Essa “engorda” está documentada no Jornal Oficial do Município (JOM) de Mossoró, edição 519, num cantinho minúsculo de página. Ensejará um acréscimo/mês de aproximadamente R$ 141 mil (ou quase R$ 1,7 milhão/ano) em cima do que já é pago à empresa.

Se não acontecer mas nenhum reajuste (o que é improvável), a Vale Norte empalmará mais de R$ 101,7 milhões em 48 meses estabelecidos pela licitação (até 5 de junho de 2022), renováveis por mais 12, ou seja, somando 60 meses.

A Prefeitura de Mossoró, nos governos Francisco José Júnior e Rosalba Ciarlini, assegurou à Vale Norte cinco contratos consecutivos – num espaço de dois anos – (de 2016 a 2018) – sem licitação alguma, além de um aditivo (aumento financeiro). Esse é o primeiro reajuste em cima de contratação licitada ano passado.

Do primeiro contrato em abril de 2016 ao quinto em maio de 2018, o reajuste contratual-financeiro chegou ao espantoso percentual de 53,02%. Saiu de R$ 9.582.519,36 para R$ 14.681,203,92.

Rosalba e Francisco José Jr.: “linha de passe” de altos valores com o lixo (Foto: Demis Roussos)

Irregularidades históricas e sem um basta

Em março deste ano, o Ministério Público de Contas do RN (MPC-RN), por meio da Procuradora Luciana Campos, verificou graves indícios de que a Vale Norte também teria sido beneficiada por licitação irregular e listou histórico de situações esdrúxulas na relação prefeitura-terceirizada. MP aponta indícios de fraudes e danos em limpeza urbana – destacou o Blog Carlos Santos em 26 de março último, em reportagem exclusiva.

Segundo a procuradora,  mais de R$ 257 milhões até então estariam envolvidos nesse negócio nebuloso e de bastidores fétidos.

A licitação promovida por Rosalba Ciarlini foi publicada em 7 de julho de 2018 (Vale Norte é anunciada como vencedora de licitação), com data retroativa ao dia 5 do mesmo mês.

Em sua defesa, a municipalidade informou em nota oficial, que “o processo licitatório foi realizado com lisura e probidade, obedecendo todos os trâmites estabelecidos por lei, conforme explicitado anteriormente (veja AQUI).

Treze anos sem licitação

Mossoró adota um modelo de contratação à limpeza urbana que foge ao controle dos órgãos fiscalizadores ou é ignorado por conivência.

Desde 2011, quando a prestadora de serviço era a empresa Saneamento Ambiental Ltda (SANEPAV) de São Paulo, na gestão da prefeita era Fafá Rosado (DEM), que uma série de contratos sem licitação veio sendo sequenciado. Muitos milhões em “linha de passe” de um prefeito (a) para outro, como num jogo de futebol: bola aqui, bola acolá.

A última licitação para limpeza urbana em Mossoró tinha acontecido em 2005, quando venceu a Sanepav.  Em maio do ano passado, 13 anos depois, aconteceu a que estará em vigor até 2022.

Vale lembrar o bordão de uma campanha municipal recente: “Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?” Há quem jure que ela esteja “no rumo certo”, mesmo assim.

Nota da Chris:

Esse é o jeito de administrar de quem fez, faz e sabe fazer. Anote! 

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Deputado destina mais de R$ 1 milhão à saúde

(Foto: publicação)

Valores já estão no caixa da Prefeitura de Mossoró. Liga Contra o Câncer, Apamim e município foram beneficiados

O deputado federal Benes Leocádio (PRB) destinou emendas no total de R$  1.066.000.00 para a saúde pública de Mossoró.

Os recursos, oriundos do Fundo Nacional de Saúde, foram formalmente garantidos pelo deputado durante cumprimento de agenda na cidade de Mossoró nesta sexta-feira (9).

Pelas emendas, serão contempladas a Liga Contra o Câncer, com R$ 316.000,00, a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e a Infância (Apamim), com R$ 450.000,00, e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, com R$ 300.000,00.

Os recursos foram assegurados em reunião com a Secretária Municipal de Saúde, Maria da Saudade Azevedo, a diretora da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e a Infância (Apamim), Larizza Queiroz e o diretor da Liga Contra do Câncer, Paulo Henrique Monte.

Para Benes, estas entidades filantrópicas de saúde cumprem um papel essencial de apoio à rede pública de saúde. “São entidades reconhecidas e que prestam serviços essenciais à população. Estamos, ainda no primeiro ano de nosso mandato, assegurando recursos para reforçar a saúde pública de Mossoró e do oeste potiguar. Os valores já se encontram na conta da Prefeitura Municipal de Mossoró, não tenho dúvidas da importância desses investimentos para a cidade e para as entidades contempladas, que poderão melhorar os serviços ofertados”, declarou Benes.

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Responsáveis pela coleta de lixo paralisam atividades

Trabalhadores da empresa vale Norte em frente a empresa (Foto: publicação)

Funcionários da empresa Vale Norte Construtora Ltda, responsável pelo serviço de limpeza urbana de Mossoró no turno da manhã desta sábado (10), paralisaram os serviços. O motivo? salários atrasados.

Estranho, vez que essa semana o contrato milionário que a referida empresa tem com a prefeitura de Mossoró sofreu reajuste significativo.

A empresa até tentou negociar com os trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo na cidade, mas não logrou êxito. Em solidariedade aos outros colegas que trabalham na parte administrativa da Vale Norte, e que, também estão com salários atrasados, os profissionais da coleta optaram por não voltar ao trabalho.       

Enquanto isso a cidade permanece suja e as ruas amontoadas de lixo.

As fotos que ilustram a postagem foram tiradas neste momento, em frente à empresa.      

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Governadora receberá título Honoris Causa da UERN

(Foto: Demmis Roussos/Publicação)

Por unanimidade, o Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, elegeu a Governadora Fátima Bezerra como doutora Honoris Causa.

A cerimônia de entrega do título será no dia 28 de setembro, no Teatro Municipal de Mossoró, por ocasião da Assembleia Universitária e comemoração dos 51 anos de fundação da instituição. O convite foi oficializado em audiência, nesta quarta-feira (07) da governadora com o reitor Pedro Fernandes e representantes da equipe administrativa da Universidade.

Para mim é uma honra receber esta homenagem. Este será o título mais importante de toda a minha trajetória, e recebê-lo da UERN tem um significado muito importante“, disse a governadora ao receber o convite.

Fátima reconheceu o papel da Universidade no desenvolvimento social do Rio Grande do Norte. “O Governo está comprometido com a UERN, queremos entregar o campus da capital, localizado na zona norte de Natal, até janeiro do próximo ano.  Vamos trabalhar para concretizar este sonho“, disse.

Na audiência, o reitor solicitou a retomada da Instalação do governo na UERN, dentro da programação da Semana da Assembleia Universitária – 51 anos de UERN, que o correrá em Mossoró, entre 27 e 30 de setembro. Neste período, o Governo permanece nas instalações da Universidade para tratar de assuntos não apenas da instituição, mas do município.

Foram também apresentados relatórios financeiros da Universidade, em sintonia com a política de austeridade adotada pela Governo do RN para enfrentar as dificuldades orçamentárias sem prejudicar as diversas atividades desenvolvidas na graduação e pós-graduação. “Temos hoje cerca de 15 mil alunos, dos quais 90% são oriundos de escola pública e a UERN devolve estes alunos à sociedade, como professores da rede estadual. São mais de cinco décadas formando profissionais e transformando a realidade do interior do nosso estado“, enfatizou Pedro Fernandes.

A secretária de Administração e Recursos Humanos, Virgínia Ferreira, confirmou a criação de seis novos cursos de especialização nas áreas de tecnologia da informação (TI), por meio de convênios entre a Escola de Governo e a Universidade. “A destinação de mais recursos para UERN, reflete o compromisso do Governo com a instituição, com os alunos, servidores e o com o Rio Grande do Norte“, disse.

Virgínia destacou ainda que será dado encaminhamento ao curso de formação da Polícia Militar, mais uma etapa no processo de convocação dos aprovados no último concurso. “Este é um pleito antigo e muito importante. A partir de agora daremos encaminhamentos, entretanto ainda não podemos provisionar uma data para o início do curso“, explicou. 

Participaram da reunião, o vice-governador Antenor Roberto, a professora Márcia Gurgel, secretária adjunta da Educação, e o secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho.    Acompanharam o reitor, a vice-reitora Fátima Raquel e representantes da equipe administrativa. 

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Caixa abre em horário especial para pagamento de FGTS

(Foto: publicação)

A Caixa Econômica Federal vai abrir em horário especial para atendimento aos servidores listados para recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

valores já estão disponíveis e o cronograma de pagamento inicia dia 19 de agosto e segue até o dia 30.

Vamos adotar horário especial para pagamento do FGTS, estendendo o horário de atendimento até as 17h. O objetivo é atender os servidores que têm direito ao benefício com mas comodidade”, informa o gerente geral da Caixa, Julierme Torres.

Na última terça-feira (06), foi realizada audiência com a Justiça por solicitação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserpum), onde o sindicato requer o pagamento de honorários ao advogado contratado. Com isso, falta apenas a homologação da Justiça para que sejam iniciados os repasses.

Nessa primeira etapa, serão pagos 1.500 servidores, que correspondem aos anos de 1977 a 1986. O montante corresponde a R$ 6 milhões.

Ao todo serão beneficiados 2.780 servidores, que trabalharam na Prefeitura de 1977 a 1991. Cada um tem direito a um montante diferente, correspondente ao valor do seu salário e tempo de serviço.

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MPF ingressa com ação contra extinção de de cargos em instituições federais

(Foto: publicação)

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública (ACP) para suspender os efeitos do decreto presidencial que extingue 206 cargos e funções na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). A medida, que passou a valer desde o dia 31 de julho, pode resultar no corte de 158 cargos e funções na UFRN e 48 no IFRN, a grande maioria deles ocupados por servidores.

A economia com a extinção desses cargos não chega a 0,06% da folha de pagamento das duas instituições. Por outro lado, além de inconstitucional, a iniciativa pode inviabilizar o funcionamento de várias áreas da universidade e do instituto, bem como prejudicar indiretamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão, pois os números representam um quarto do total das funções.

A ação do MPF é assinada pelos procuradores da República Caroline Maciel (procuradora regional dos Direitos do Cidadão no RN), Fernando Rocha e Emanuel Ferreira e reforça que o Decreto 9.725 – assinado pelo presidente da República Jair Bolsonaro em 12 de março de 2019 – fere a autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições federais de ensino superior. Já há, inclusive, ACPs de teor semelhante em tramitação no Rio Grande do Sul e Pernambuco que resultaram em liminares pela manutenção dos cargos e funções extintos irregularmente.

O decreto determinou a extinção de milhares de cargos e funções gratificadas e de confiança por todo o Brasil. A Constituição determina, no entanto, que para extinguir funções ou cargos – quando estão ocupados – é necessária a aprovação de leis e não a simples assinatura de decretos. O próprio texto do 9.725, porém, reconhece que os cargos e funções não estão vagos e determina explicitamente que os ocupantes “ficam automaticamente exonerados ou dispensados”.

Impacto

Financeiramente, o decreto não representa economia significativa para as instituições. No caso da UFRN, o valor anual total das funções extintas corresponde a apenas 0,031% da folha de pagamento de pessoal e encargos sociais. No IFRN esse percentual corresponde a 0,056%. Algumas das funções representavam remuneração mensal de apenas R$ 270,83 e muitas eram ocupadas por servidores de carreira.

“(…) diante dos impactos administrativos e efeitos concretos deletérios à administração das universidades e institutos federais, a suposta economia fica na casa dos centésimos percentuais, de modo que se apresenta como medida, além de ilegal e inconstitucional, também, desarrazoada e desproporcional”, aponta a ACP.

Na área acadêmica, foram extintos cargos como os das coordenações de laboratórios nos campi avançados e as coordenações de administração escolar e as de multimeios. Na área administrativa, há funções de coordenação e de planejamento. Das 158 da UFRN, 141 estavam ocupadas e as demais se encontravam vagas devido à rotatividade de ocupantes e não por serem desnecessárias. Das 141, 101 eram da área acadêmica e 40 da administrativa, representando, respectivamente, uma perda de 23% e 28% do total.

Riscos

De acordo com a UFRN, a extinção das funções, “desacompanhada de um plano de reestruturação das mesmas, pode comprometer o funcionamento adequado das unidades acadêmicas e administrativas, uma vez que algumas delas, por sua natureza, são de difícil reestruturação. Outro risco envolvido é o desestímulo na motivação do quadro de servidores, uma vez que agregarão atividades, inclusive de gestão, sem o devido reconhecimento, podendo ocasionar, inclusive, situações de desvio de função”.

Há ainda o temor de que docentes tenham de acumular atividades atualmente não exercidas, devido à extinção dos cargos, influenciando a disponibilidade dos professores para as atividades fins (ensino, pesquisa e extensão). O MPF reforça que a falta das funções pode gerar até mesmo prejuízo em vez da pequena economia prevista: “(…) é evidente, por exemplo, que um descontrole da área de contratos, por conta de ausência de chefia imediata, pode acarretar em muitos efeitos econômicos prejudiciais ao patrimônio público”, exemplifica.

A ACP tramita na Justiça Federal sob o número 0808271-42.2019.4.05.8400 e inclui um pedido liminar requerendo a suspensão dos efeitos dos artigos 1º e 3º do decreto e que a União não considere exonerados e dispensados os ocupantes dos cargos, assim como não os considere extintos.

– Informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no RN.  

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Dom Mariano Manzana poderá ganhar bispo-auxiliar

Pe. Flávio Augusto e Dom Mariano Manzana (Foto: Célio Duarte/Publicação)

Por Vicente Serejo (Cena/UrbanaTribuna do Norte)

A Diocese de Mossoró pode ganhar um bispo-auxiliar pela magnitude de sua área de abrangência e de atividades pastorais. E pelo prestígio do Bispo Dom Mariano Manzana.

Nas atuantes sacristias mossoroenses o nome pode ser padre Flávio Forte Melo, que atualmente é pároco da Catedral e pároco geral da Diocese de Santa Luzia. É só aguardar.

Uma vez investido da condição de bispo, padre Flávioo seria o nome natural para ser sucessor de Dom Mariano Manzana, hoje seu auxiliar. A igreja sabe dos nomes e das horas.   

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Prefeitura está retirando barracas de camelôs na madrugada, sem aviso prévio.

Protesto realizado em frente a CMM no mês de abril de 2019. (Foto: Edilberto Barros/Publicação)

A Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) começou na noite desta quarta-feira (08) com a retirada das bancas de camelôs do centro da cidade.

Não teria nada demais se a Prefeitura de Mossoró estivesse seguindo as normas e a recomendação da 3ª Promotoria de Justiça de Mossoró, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no mês de abril, a qual diz que a Prefeitura, no prazo de 90 dias, deveria elaborar plano de regularização da ocupação irregular das calçadas e vias públicas do município.

E mais, que antes da elaboração do plano, a senhora prefeita deveria realizar audiência pública para discutir o tema.

Até agora não foi feito nem uma coisa, nem outra.  

Uma proprietária entrou em contato com o blog para denunciar a forma arbitrária como está sendo a retirada dos camelôs. A municipalidade vem tratando e tentando solucionar o problema de forma nada conciliadora, diga-se.

Segundo os relatos, uma banca foi retirada na surdina, na noite desta quarta-feira (07), sem aviso prévio e qualquer comunicação por parte da prefeitura. Simplesmente a comerciante chegou para trabalhar na manhã desta quinta-feira (08) e sua banca não estava mais no local, na Rua Coronel Gurgel. A estrutura foi retirada durante a noite, com toda a mercadoria dentro. Uma outra já havia sido interditada no mesmo dia.

A comerciante desesperada foi até a secretaria de Urbanismo, com outros três colegas, e lá lhes foi dito por um servidor que a prefeitura, a partir de agora, vai remover de duas em duas bancas, e mostrou-lhes fotos com as bancas que serão removidas. Então a mesma indagou sobre sua banca e mercadoria que havia sido retirada, tendo recebido a informação de que estava na secretaria de Infraestrutura, localizada por trás do Ginásio Pedro Ciarlini. Dirigindo-se ao local, confirmou que realmente a banca estava lá.

Vale lembrar que na recomendação o MPRN diz que o município elabore plano de acolhimento institucional dos ambulantes, para garantir que seu abrigamento em local adequado se dê no menor tempo possível. Para tanto, o município de Mossoró deve implementar medidas orientadas para assegurar o retorno dos ambulantes ao mercado de trabalho. Nada disso foi ou está sendo feito. Para ler a Recomendação nº Nº0003/2019/3ª do MPRN, clique aqui.

Os comerciantes estão desesperados. “Nós vamos viver de quê? É daqui que eu tiro o sustento de minha família”, disse um dos trabalhadores informais.

Diante do acorrido, a categoria está se organizando e na próxima terça-terça promete encher as galerias da Câmara Municipal para pedir ajuda aos parlamentares, e para que o MP e a população tome conhecimento do que está acontecendo.

Nota da Chris:

É assim o jeito de administrar de quem fez, faz e sabe fazer. Anote!

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STF suspende transferência de Lula

(Foto: publicação)

Do G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (7), por 10 votos a 1, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra.

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, até que a Suprema Corte julgue uma ação que questiona a atuação do ex-juiz Sergio Moro – atual ministro da Justiça – no processo que condenou Lula à prisão pelo caso do triplex em Guarujá (SP).

Relator da Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin foi o primeiro a votar. Ele se posicionou a favor da suspensão da decisão da Justiça Federal de Curitiba que havia determinado, a pedido da Polícia Federal, a transferência do ex-presidente para uma instituição prisional de São Paulo.

Fachin, entretanto, rejeitou apenas o pedido da defesa para que o ex-presidente fosse libertado. O voto dele foi acompanhado por outros nove magistrados.

Ao se manifestar sobre o caso no plenário do STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que Lula não fosse transferido para um presídio comum. Ela se manifestou a favor de o petista continuar preso na superintendência da PF na capital paranaense ou em uma cela especial, de sala de estado maior, em São Paulo.

Único ministro a votar contra a recomendação de Fachin, Marco Aurélio Mello argumentou que a decisão de manter Lula em uma cela especial não caberia ao plenário do Supremo, e sim à Segunda Turma do tribunal, colegiado composto por 5 dos 11 magistrados da Corte.

Ele ressaltou que há um habeas corpus protocolado pela defesa de Lula à espera de análise dos ministros da Segunda Turma e questionou se é possível “queimar-se etapas“.

Não posso conceber que este tribunal endosse a queima de etapas, por pior que seja o objetivo, e nós aprendemos desde sempre que, no direito, o meio justifica o fim, não o fim justifica o meio.”

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