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Blog da Chris

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Rede de perfis pró-Allyson é investigada e envolve e-mail da Secom de Mossoró

A investigação que tramita no TRE-RN ganhou um ingrediente que, no mínimo, chama atenção: um e-mail institucional da Secretaria Municipal de Comunicação da Prefeitura de Mossoró aparece entre os endereços verificados no cadastro do perfil @allysonarrochado.

Não é um e-mail qualquer. É o secom@prefeiturademossoro.com.br.

E a história não para aí. Segundo documentos fornecidos pela Meta à Justiça Eleitoral e revelados pelo Blog do Dina, o perfil faria parte de uma suposta rede formada por páginas como @rncomallyson, @timeallyson, @allyson_humorado e @allysondopovo.

A finalidade atribuída à rede? Promover Allyson Bezerra e atacar adversários políticos.

Se confirmada, a história é grave. Porque uma coisa é militância política. Outra, completamente diferente, é aparecer uma conexão documental entre uma estrutura institucional da Prefeitura e uma rede de perfis políticos.

E tem mais. O outro e-mail verificado no cadastro do @allysonarrochado é de Valéria Persali, ex-secretária de Comunicação da Prefeitura e pessoa próxima de Allyson.

Valéria é noiva de João Carlos Medeiros, que ocupa cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró, dirige o União Brasil Jovem e é apontado como criador do perfil @rncomallyson.

E ainda existe outra conexão: Medeiros foi sócio do blog “Toda Hora Mossoró”, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024, segundo os dados citados na investigação.

Coincidência? A Justiça Eleitoral é quem vai dizer.

Mas uma coisa já dá para afirmar: a pergunta deixou de ser apenas quem administrava os perfis. Agora é preciso saber quem criou, quem financiou, quem alimentou e, principalmente, se houve utilização de estrutura pública para fazer política.

Porque se a máquina pública entrou nessa história, o problema deixa de ser uma simples guerra de perfis nas redes sociais. Vira caso para a Justiça Eleitoral. E dos grandes.

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“O cara do Vorcaro”: Fábio Faria aparece em mensagens do caso Master

Genro do finado Silvio Santos, o ex-ministro e ex-deputado do RN Fábio Faria é mais um nome do entorno de Bolsonaro que aparece na teia de relações de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Conhecido nos bastidores como “o cara do Vorcaro”, Faria aparece em mensagens obtidas pela Polícia Federal articulando encontros do banqueiro com autoridades e tratando até de uma festa com modelos.

A apuração da revista piauí também aponta viagens, hospedagens e negócios envolvendo os dois.

Mais um capítulo, e daqueles bem espinhosos, do caso Master.

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Bolsonarismo raiz teria barrado Rogério Marinho como vice de Flávio Bolsonaro

A escolha de Alfredo Gaspar para ser vice de Flávio Bolsonaro pode ter sido muito mais estratégica do que simplesmente eleitoral.

No Foro de Teresina, da revista piauí, foi revelado que a ala mais radical do bolsonarismo, ligada a nomes como Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Fábio Wajngarten, fazia forte resistência ao nome de Rogério Marinho.

O argumento era direto: Marinho seria visto por esse grupo como um político mais próximo do Centrão e, portanto, menos identificado com o chamado “bolsonarismo raiz”.

Segundo o relato apresentado no podcast, essa ala teria levado a Flávio uma preocupação: caso ele fosse eleito e Marinho ocupasse a vice-presidência, setores do Centrão poderiam, em uma eventual crise política, enxergar vantagem em um processo de impeachment que colocasse o vice no comando do Palácio do Planalto.

É justamente aí que Alfredo Gaspar entra como uma escolha política de segurança para o núcleo mais ideológico do bolsonarismo.

A lógica seria simples: se Flávio é o candidato da direita bolsonarista, seu vice também precisaria ser alguém identificado com esse mesmo campo político. Afinal, na hipótese levantada pelos próprios aliados, não faria sentido retirar Flávio do poder para colocar no lugar alguém tão alinhado ao mesmo projeto.

A escolha de Gaspar, portanto, também pode ser lida como uma resposta à disputa interna sobre os rumos da candidatura: de um lado, a necessidade de ampliar alianças; do outro, a pressão do chamado bolsonarismo raiz para preservar a identidade ideológica da chapa.

No fim, a escolha do vice expôs uma questão maior: quem terá mais influência sobre o projeto de Flávio Bolsonaro, o Centrão ou o núcleo mais radical do bolsonarismo?