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Assembleia debate a retenção de consignados e oposição articula CPI

Deputados estaduais da oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte cobraram explicações do Governo do Estado sobre atrasos no repasse de valores de empréstimos consignados descontados dos salários de servidores públicos.

Durante pronunciamentos em plenário, parlamentares afirmaram que o montante retido pode chegar a cerca de R$ 600 milhões e defenderam a convocação do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, para prestar esclarecimentos.

O deputado Gustavo Carvalho (PL) admitiu em plenário, na manhã de terça-feira (10), que a paciência tem limite, afirmando que pretende apresentar pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação. Segundo ele, já há apoio de oito parlamentares para a iniciativa.

De acordo com o deputado, os valores estariam sendo descontados diretamente na folha de pagamento dos servidores, mas não estariam sendo repassados às instituições financeiras responsáveis pelos empréstimos. “Isso é crime, é apropriação indébita. A Assembleia precisa tomar uma decisão rápida para apurar e buscar punições”, declarou.

Ainda segundo Gustavo Carvalho, ele já encaminhou questionamentos ao Ministério Público Estadual, ao Banco Central, à Superintendência do Banco do Brasil e a órgãos do próprio governo, como as secretarias de Tributação e de Finanças, mas afirmou que ainda não recebeu informações detalhadas sobre o valor total da dívida nem sobre desde quando os repasses estariam atrasados.

O parlamentar disse que, há cerca de 30 dias, chegou a dialogar com o líder do governo na Assembleia, deputado estadual Francisco do PT, para evitar a abertura de uma CPI, desde que o Executivo apresentasse dados e um plano de regularização dos pagamentos. “Se o governo vier explicar os números, o prazo da dívida e como pretende pagar, podemos compreender. Mas chegamos ao limite”, afirmou.

Governo

O deputado estadual Francisco do PT, líder do Governo na Assembleia Legislativa, diante de cobranças da oposição para que o estado atualize os repasses em atraso dos consignados, deu explicações ao plenário na sessão desta quarta-feira (11|). Para o parlamentar, a cobrança é legítima e é verdade que há dificuldade no quesito consignados.

O secretário Cadu Xavier já esteve aqui para explicar e ele foi transparente”, disse o deputado, ressaltando que o titular da pasta da Fazenda afirmou à época que era mais sensato atrasar os consignados do que os salários dos servidores. Francisco rebateu informações de colegas de que servidores estão negativados e financiando o Estado, negando que isso esteja acontecendo. “Os servidores sabem que todo fim de mês os salários vão estar nas suas contas; a governadora Fátima Bezerra não atrasou um mês sequer e ainda pagou atrasados”, reforçou o líder.

Desconheço a criação de CPI para investigar atrasos de salários”, disse o líder governista, alertando que muitos políticos que deixaram o Rio Grande do Norte em dificuldades, estão tentando voltar e se colocando como opção para consertar o Estado.

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Paróquias de Mossoró e região realizam “24 Horas para o Senhor”

A Forania de Mossoró, que reúne as paróquias de Santa Luzia, São João Batista, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora da Conceição, São Paulo Apóstolo, Menino Jesus, São João Paulo II (Quase Paróquia), Sagrada Família (Alto de São Manoel), além das paróquias da Maísa, Grossos, Areia Branca e Baraúna, convida todos os fiéis para viverem um momento especial de fé nas “24 Horas para o Senhor”, que acontecerá nos dias 13 e 14 de março, na Catedral de Santa Luzia.

Será um tempo dedicado à oração, reflexão, silêncio e ao sacramento da confissão, uma oportunidade de encontro profundo com a misericórdia de Deus. 🙏✨

A iniciativa “24 Horas para o Senhor”, promovida pela Igreja Católica em todo o mundo durante o tempo da Quaresma, convida as igrejas a permanecerem abertas dia e noite, possibilitando que os fiéis participem de Missas, adoração ao Santíssimo Sacramento, momentos de oração e confissões individuais.

Mais do que uma programação, é um convite para voltar o coração a Deus e experimentar sua infinita misericórdia.

A Catedral de Santa Luzia permanecerá aberta durante 24 horas, acolhendo todos aqueles que desejarem rezar, adorar e se reconciliar com Deus.

Programação

Sexta-feira- 13/03

17h30 – Celebração Eucarística (abertura)

19h – Paróquia do Menino Jesus – Santa Delmira

20h – Área Nossa Senhora do Carmo – Nova Mossoró

21h – Paróquia da Sagrada Família – Vingt Rosado

22h – Quase Paróquia São João Paulo II – Sumaré

23h – Seminário Santa Teresinha, religiosos e religiosas

Sábado- 14/03

00h – Movimento de Cursilhos de Cristandade

01h – Renovação Carismática Católica

02h – Comunidades Novas

03h – Equipes de Nossa Senhora e EJNS

04h – Movimentos Marianos, Apostolado da Oração e MEJ

05h – Paróquia de Santa Luzia – Centro

06h – Paróquia de Nossa Senhora de Fátima – Abolição II

07h – Santuário de Santa Clara – Dom Jaime

08h – Paróquia de São Manoel – Alto de São Manoel

09h – Paróquia de São João Batista – Doze Anos

10h – Paróquia de São José – Paredões

11h – Paróquia de São Paulo Apóstolo – Nova Betânia

12h – Paróquia da Imaculada Conceição – Alto da Conceição

13h – Paróquia de São Francisco das Chagas – Maísa

14h – Paróquia de Nossa Senhora da Conceição – Areia Branca (RN)

15h – Paróquia do Sagrado Coração de Jesus – Grossos e Tibau

16h – Paróquia de Nossa Senhora das Graças – Baraúna (RN)

17h – Celebração Eucarística (encerramento)

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Câmara aprova tornozeleira para agressores de mulher

Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei (PL) nº 2942/2024 que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica pelo agressor de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, se for verificado o alto risco à vida delas. O objetivo é ampliar a proteção às vítimas.

De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto foi aprovado com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

A deputada Fernanda Melchionna afirma que, atualmente, apenas 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico. Ela frisa que a ferramenta reduz os feminicídios assim como a taxa de reincidência dos agressores em outros crimes relacionados à violência doméstica.

A medida seguirá para apreciação do Senado.

Regra

Pelo projeto de lei, a imposição de uso da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves às mulheres. O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

A exigência da terminação de medida protetiva de urgência fortalece a proteção prevista na Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, aplicável em conjunto com outras.

Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

Se um juiz decidir que a tornozeleira não deve ser mais usada, o magistrado deverá justificar expressamente os motivos que o levaram a tomar a decisão.

Em municípios em que não existe uma comarca, portanto, localidades sem um juiz, o uso da tornozeleira poderá ser aplicado pelo delegado de polícia local.

Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nas localidades sem um representante do poder Judiciário.

O projeto prevê que, caso a autoridade policial determine a instalação da tornozeleira eletrônica, a medida seja comunicada ao Ministério Público e à Justiça em 24 horas.

O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2024, 50% dos feminicídios ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes. Naquele ano, apenas 5% das cidades possuiam delegacias da mulher e somente 3% dos municípios tinham acesso a uma casa abrigo.

Rastreamento

O texto do projeto determina que, nas situações de uso da tornozeleira pelo agressor, deve ser entregue à mulher vítima um dispositivo portátil de rastreamento que alerte sobre eventual aproximação do agressor.

O aparelho de segurança vai emitir um alerta automático e simultâneo para vítima e para polícia, logo que o agressor romper a área de trânsito proibido, fixada judicialmente.

A iniciativa tem o objetivo de permitir o monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas.

Aumento da pena

O texto aprovado aumenta – de um terço à metade – a pena de reclusão de 2 a 5 anos por descumprimento de medidas protetivas, caso o agressor se aproxime da vítima ou remover a tornozeleira sem autorização judicial.

O projeto também aumenta de 5% para 6%a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que deve ser destinada a ações de enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo explicitamente o custeio da compra e manutenção desses equipamentos.

O texto coloca como prioridade a compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de acompanhamento para as vítimas.

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