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Lawrence: trabalhando pela Câmara, sem descuidar de seu futuro político.

O entrevistado da semana no quadro “6eis Perguntas” é o vereador e presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim.

Lawrence iniciou sua vida pública no município de Almino Afonso, onde foi prefeito por dois mandatos. Em 2018 concorreu a uma cadeira para a Câmara dos Deputados, ficando na primeira suplência de sua coligação, que elegeu o general Girão. Em 2020, Lawrence concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Mossoró, conquistando uma vaga e em seguida se tornando presidente da Casa.

Jeito manso, boa praça, gentil e educado são alguns do predicados do nosso entrevistado, que hoje, filiado ao Solidariedade, figura como um dos nomes mais cotados para representar Mossoró em Brasília nas próximas eleições.

No bate-papo tratamos de gestão, eleições 2022, Câmara Municipal… Vamos lá?   

1- Apesar de já ter exercido o cargo de prefeito, você não tinha experiência como integrante do Legislativo. Foi eleito vereador de Mossoró e já assumiu a presidência da Câmara. Qual sua avaliação desses primeiros meses como vereador, gerindo a Casa Legislativa do segundo maior município do estado?

LA- Apesar da experiência administrativa, mas foi algo novo, e a eleição da presidência da Câmara ainda mais desafiador, representar o poder legislativo da 2a maior cidade do estado em um momento que a casa cresceu em números de vereadores e diminuiu suas receitas de Duodécimo, mas procuro fazer um trabalho com transparência e diálogo, para superar os desafios que temos pela frente. Não tenho vergonha de aprender, a cada dia vamos conhecendo melhor os trabalhos dentro do legislativo e tentando contribuir para melhorias na cidade de Mossoró, sempre pensando na coletividade.

2- Sua eleição para chegar à presidência da Câmara se deu por unanimidade. Então podemos afirmar que foi uma eleição tranquila. Como está sua relação com os vereadores, o clima ainda é o mesmo de 1º de janeiro?

LA- Foi uma eleição por uninamidade, algo inédito até então. Acredito que o momento com a renovação de 17 vereadores, e minha forma de atuar politicamente, sem radicalismo, com diálogo, respeito às diferenças e buscando uma postura de tranquilidade dentro da CMM passou confiança aos colegas. Nosso relacionamento tem sido bom, todos os vereadores e vereadoras têm nossa atenção, estou sempre disponível para conversar e trocar ideias com todos. Gostaria de poder fazer mais, mas o ano de 2021 é de se adequar a uma nova realidade financeira, nunca vista no legislativo.

3 – Tem algum grande projeto para Câmara Municipal?  Que marca pretende atrelar à sua gestão?

LA- Vivemos um ano atípico com a pandemia nos limitando em muitas coisas. Gostaríamos de estar fazendo audiências públicas, sessões solenes, levando a câmara para os bairros da cidade. Infelizmente, continuamos sem uma perspectiva de mudança nesse cenário, mas de toda forma estamos aproveitando o momento para organizar a Casa, iremos fazer investimentos na Fundação Aldenor Nogueira, na TV Câmara, organizar projetos importantes e quando tudo isso passar estaremos desempenhando um bom trabalho para ajudar a cidade de Mossoró. Nesses 100 dias de trabalhos a CMM esteve funcionando de forma remota, mais de 50 projetos foram apresentados, mais de 200 requerimentos e mais de 1000 indicações para o executivo.

Com o fim da pandemia vamos começar a discutir projetos importantes para a retomada da economia em Mossoró, queremos também revisar o Plano Diretor da cidade que está defasado há 05 anos.

4- O seu nome vem ganhando destaque na política de Mossoró e pode ser o nome do prefeito Allyson Bezerra (SDD) para representar Mossoró em Brasília. Como você está enxergando as eleições de 2022, irá disputar novamente uma cadeira na Câmara Federal?

LA- Iniciei jovem na política sendo prefeito aos 24 anos de idade da cidade de Almino Afonso, após dois mandatos bem avaliados, resolvi disputar uma eleição estadual em 2018, concorri ao cargo de deputado federal e decidi apostar em um projeto alternativo na política, não fui eleito, mas ganhei experiência, conheci muita gente boa pelo caminho e em Mossoró, cidade que nasci, tive a grata surpresa de ser votado por mais de 10 mil pessoas, numa campanha sem grandes estruturas e feita por amigos. Após essa eleição começamos a nos reunir para organizar o partido Solidariedade em Mossoró, o prefeito Allyson tinha acabado de se eleger deputado estadual e iniciamos um trabalho de organização na cidade, o que terminou 2020 com a eleição de 4 vereadores e a vitória do prefeito Allyson, derrotando um sistema político poderoso que se revezava no poder há décadas.

Natural que nosso nome seja lembrado pelo mossoroense, por já ter sido candidato em 2018 e por ter desde o início apostado nesse projeto de mudança que Mossoró desejava. Com relação a 2022, estamos dialogando com nosso grupo político, sabemos a necessidade que Mossoró tem de mais representatividade, no momento oportuno e se for da vontade desse grupo, estaremos a disposição..

5- Qual a avaliação que o senhor faz desses cem dias da gestão Allyson Bezerra?

LA- Vejo os 100 dias como positivo, momento de conhecer os problemas, dar solução, buscar organizar a máquina, superar dificuldades deixadas pela gestão anterior para colocar em prática um plano de governo prometido nas ruas durante a campanha. Destaco a força de vontade do prefeito e de sua equipe de secretários nesses 100 dias, tanto dentro dos gabinetes como nas ruas acompanhando de perto tudo que acontece e sem perder o contato com as pessoas que vivem na cidade.

6- O que Lawrence Amorim faz quando não está exercendo as funções de vereador e presidente da Câmara?   

LA- Procuro estar sempre próximo de minha família, minha esposa, minha filha, meus pais e irmãos. Também gosto muito de estar com os amigos nos finais de semana, pedalar, ler, interagir nas redes sociais e recarregar as energias da melhor maneira possível. Tudo nessa vida é passageiro, e em tempos de pandemia estamos aprendendo da pior forma possível o quanto nossa vida é um sopro e precisa ser aproveitada.

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MPF/RN pede condenação de ex-deputado Gilson Moura por desvio de recursos

Gilson Moura (Foto: publicação) 

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer favorável à condenação do ex-deputado estadual Francisco Gilson de Moura, por improbidade administrativa, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Acusado de desviar recursos públicos do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN), ele foi absolvido pela 4ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JF/RN), e o MPF, em 1ª instância, recorreu da sentença.

Em 2008, o Ipem/RN promoveu uma licitação destinada à realização de reformas estruturais no seu edifício-sede, com verba do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que resultou na contratação da L&D Prestadora de Serviço Ltda.

A investigação, realizada por meio da chamada “Operação Pecado Capital”, apontou ter havido fraude no processo, causando um prejuízo de cerca de 140 mil reais aos cofres públicos, em valores históricos, em decorrência de superfaturamento estimado em 180% e pagamento por obras imprestáveis, extremamente precárias, perigosas e insalubres. O então deputado estadual Gilson Moura é apontado pelo MPF como autor intelectual da fraude e principal beneficiário dos recursos desviados.

Embora vários dos envolvidos na empreitada criminosa tenham afirmado, em delações premiadas, que os recursos desviados destinavam-se, em sua maior parte, a Gilson Moura, a JF/RN absolveu o ex-deputado. “Não há, neste processo, nada que possa ligar o demandado Francisco Gilson de Moura com a fraude à licitação objeto desta Ação de Improbidade, além de suposições não demonstradas por evidências”, diz a sentença.

No parecer apresentado ao TRF5 – que julgará o recurso –, o MPF ressaltou que diversas provas indicam que Gilson Moura liderava a organização criminosa, atuando por meio de Rychardson Bernardo, que agia conforme as ordens do então deputado estadual, responsável por sua indicação política ao cargo de diretor-geral do Ipem/RN.

O esquema de desvio de recursos públicos que eles operavam não se restringiu às verbas que deveriam ter sido empregadas na reforma da sede do Ipem/RN. Extratos bancários anexados ao processo demonstram que Gilson Moura recebeu diversos pagamentos feitos por Rychardson Bernardo, destinando parte desse dinheiro a sua campanha eleitoral na disputa do cargo de prefeito de Parnamirim (RN), em 2008.

Outras ações – Esta não é a única ação proposta pelo MPF contra Gilson Moura por irregularidades relacionadas à gestão do Ipem/RN. Ele responde a outros processos – inclusive no âmbito criminal – decorrentes da Operação Pecado Capital, e chegou a ser condenado a 30 anos de prisão, em um deles, em 2017.

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