Como anunciamos, a entrevistada do Blog da Chris no quadro “6eis Perguntas” é a advogada, professora universitária e mestranda em Ciências Jurídicas, Klívia Lorena Costa Gualberto.
Lorena está na advocacia há 17 anos, é sócia-administradora do escritório Gualberto & Negreiros Advogados Associados, onde se destaca pela atuação, poder de liderança e gestão, tanto no escritório como na Escola Superior de Advocacia (ESA), onde integrou a diretoria.
A advogada Lorena é uma mulher firme em seus posicionamentos, séria, e com competência atestada. Agora enfrenta mais esse desafio: disputar a Presidência da OAB-Subseccional de Mossoró.
Agora é com você, Lorena…
1- Por que deseja ser presidente da OAB-Mossoró?
LG– Quando um estudante entra na faculdade de Direito, a sigla OAB começa a criar, em seu imaginário, um significado. A OAB é, ou deveria ser, o pilar da advocacia.
Na verdade, a OAB tem muita força para aqueles que ainda acreditam e idealizam a justiça. Hoje, no meu ponto de vista, defender essa herança passa pela ampliação de sua representatividade e de sua capacidade de luta pelas prerrogativas da advocacia. Passa por reaproximar os advogados e advogadas da ordem que querem contribuir para o fortalecimento da entidade, não para obter algum proveito, mas porque compreendem a relevância ímpar da nossa profissão. É por isso que eu, Lorena Gualberto e meu parceiro dessa caminhada, Américo Bento, aceitamos o desafio de liderar a chapa força e representatividade nas eleições para a OAB-Mossoró.
2- Muitos defendem uma atuação apolítica da Ordem, e falam que a entidade e suas eleições tem sido partidarizada. Qual é a sua opinião sobre o assunto?
LG– É estranho que ainda não se compreenda a diferença entre a vontade individual e a missão institucional da Ordem dos Advogados do Brasil que nasceu e se fortaleceu ao longo do tempo, focada num ideal coletivo.
Não nos movimentamos por paixões partidárias. Nos movimentamos ao nos surpreendermos e nos entristecermos com posições e posturas tendenciosas e parciais. É inadmissível que um advogado defenda o seu partido com muito mais afinco, do que o faria em relação à advocacia. Principalmente quando este estiver a serviço da Ordem.
Reafirmamos que a OAB não pode e não deve ter partido e que sua ideologia sempre será a nossa Constituição.
3- Vamos de prerrogativas e jovem advogados: muito se fala em violações às prerrogativas da advocacia. Como será feita a defesa das prerrogativas na sua gestão; considerando o número de advogados formados que cresce a cada ano, como receber e apoiar a jovem advocacia?
LG- A defesa das prerrogativas da advocacia e principalmente do jovem advogado se tornou uma das principais prioridades da nossa propositura.
Pretendo implementar medidas mais incisivas, criando uma força-tarefa para atuar rapidamente em casos de violações, além de fortalecer a atuação da OAB em ações judiciais que garantam o respeito à classe. Precisamos de uma presença mais ativa e uma resposta rápida, assegurando que as prerrogativas não sejam apenas defendidas, mas respeitadas.
Pretendemos inclusive criar a Procuradoria na Subseccional de Defesa das Prerrogativa, onde buscaremos junto à seccional a contratação – por meio de Processo Seletivo Simplificado – de advogado (a), que será remunerado (a) para atuar em defesa das prerrogativas e, promoveremos a qualificação deste para se especializar na defesa judicial dos advogados que tenham suas prerrogativas violadas.
4- Esse ano as eleições terão uma novidade: serão online. Uns tem criticado a nova forma de votação. E você, o que achou?
LG-A cada dia, a nossa vida social e profissional torna-se mais corrida e atribulada. Em tempos como esse, a possibilidade de exercer o direito ao voto sem precisar se deslocar à seccional ou subseção é uma enorme vantagem. O sistema não é novo, cinco seccionais já o utilizaram nas eleições passadas.
Ao contrário do que ocorre nas eleições partidárias, não há pontos de votação em todo o estado. Há pontos nas subseções, então, muitas vezes, o advogado que reside em uma cidade distante tem de viajar por horas para votar. A eleição da OAB também é feita, geralmente, durante um dia de semana, em que fica mais difícil ainda essa logística, porque não é um dia em que você consiga se desocupar do trabalho. Então, eu entendo que o voto online é o mais adequado para promover uma maior representatividade.
5- Você acredita que a subseccional de Mossoró faz um bom trabalho; como avalia a atual administração?
LG– As histórias de lutas da Ordem não se apagam. Não preciso gastar energia registrando as glórias da Ordem dos Advogados do Brasil na luta pela nossa democracia, na intransigente defesa dos Direitos Fundamentais, bem como na defesa de nossa classe profissional. Essa história está gravada em pedra. Mas precisamos avançar e esse processo exige reconhecer nossas falhas e superar os nossos erros. Gestões são feitas por pessoas e invariavelmente os erros dessas pessoas findam por interferir no funcionamento institucional. Nosso grupo compreendeu, após um processo amplo e participativo de debates, que a OAB necessita de um processo de renovação, onde o fortalecimento da instituição e o resgate da representatividade da Ordem devem servir como balizar mestras. É isso que propomos. Renovar para melhor representar, fortalecendo os novos advogados, as advogadas mulheres, os advogados com mais tempo na Ordem, contemplando todos. Para tanto, nos esforçamos para construir uma plataforma de propostas que traga como bandeira a mudança e valorização de nossa carreira.
6- Como você gostaria que a sua gestão fosse lembrada?
LG-Gostaria que a minha gestão fosse lembrada como uma gestão de diálogo, inovação e união, um período de compromisso com a advocacia, marcado por transparência e valorização. Quero que a advocacia volte a ter o sentimento de pertencimento pela OAB, que ela seja um porto seguro. Quero que ela seja vista como uma gestão que priorizou a defesa dos direitos e interesses dos profissionais, que promoveu capacitação contínua e criou um ambiente de união e colaboração entre colegas, uma gestão onde cada profissional se sinta valorizado, ouvido e representado. Que nossa subseccional seja referência, sempre comprometida com a defesa da justiça e com o respeito à dignidade da nossa profissão.
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