Cinthia Pinheiro, candidata a deputada estadual pelo União Brasil e mulher do candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra, aparece com R$ 1,25 milhão em recursos do Fundo Eleitoral.
Para efeito de comparação, o deputado federal Benes Leocádio, também do União Brasil, aparece com R$ 1 milhão em recursos partidários.
A pergunta é simples: qual foi o critério utilizado pelo partido para definir esses valores?
Porque, quando o dinheiro é público, a distribuição deixa de ser apenas uma questão interna partidária. Vira assunto de interesse público.
E tem outro detalhe que não passa despercebido: a imprensa costuma fazer muito barulho quando os recursos vão para candidatos de determinados partidos ou grupos. Mas, quando a conta envolve o próprio União Brasil, o silêncio parece ser bem maior. Por que será?
Não há nada de errado, por si só, em um partido destinar recursos a uma candidatura. A legislação permite e estabelece regras para essa distribuição. Mas transparência vale para todos.
Se existe explicação para Cinthia receber mais que um deputado federal da própria legenda, que se explique. Porque, na política, quando os números não fecham para o público, começam a sobrar perguntas.
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