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Blog da Chris

Bolsonarismo raiz teria barrado Rogério Marinho como vice de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (Foto: publicação)

A escolha de Alfredo Gaspar para ser vice de Flávio Bolsonaro pode ter sido muito mais estratégica do que simplesmente eleitoral.

No Foro de Teresina, da revista piauí, foi revelado que a ala mais radical do bolsonarismo, ligada a nomes como Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Fábio Wajngarten, fazia forte resistência ao nome de Rogério Marinho.

O argumento era direto: Marinho seria visto por esse grupo como um político mais próximo do Centrão e, portanto, menos identificado com o chamado “bolsonarismo raiz”.

Segundo o relato apresentado no podcast, essa ala teria levado a Flávio uma preocupação: caso ele fosse eleito e Marinho ocupasse a vice-presidência, setores do Centrão poderiam, em uma eventual crise política, enxergar vantagem em um processo de impeachment que colocasse o vice no comando do Palácio do Planalto.

É justamente aí que Alfredo Gaspar entra como uma escolha política de segurança para o núcleo mais ideológico do bolsonarismo.

A lógica seria simples: se Flávio é o candidato da direita bolsonarista, seu vice também precisaria ser alguém identificado com esse mesmo campo político. Afinal, na hipótese levantada pelos próprios aliados, não faria sentido retirar Flávio do poder para colocar no lugar alguém tão alinhado ao mesmo projeto.

A escolha de Gaspar, portanto, também pode ser lida como uma resposta à disputa interna sobre os rumos da candidatura: de um lado, a necessidade de ampliar alianças; do outro, a pressão do chamado bolsonarismo raiz para preservar a identidade ideológica da chapa.

No fim, a escolha do vice expôs uma questão maior: quem terá mais influência sobre o projeto de Flávio Bolsonaro, o Centrão ou o núcleo mais radical do bolsonarismo?