Blog da Chris

Rosalba quis fazer um giro… fez um Girão*!

(Foto: publicação)

Por Crispiniano Neto*, jornalista

Quando vivíamos a última eleição indireta, disputada por Tancredo e Maluf, João Batista da Mota, Pitéu, homem muito ligado ao agripinismo e ao rosalbismo, mas muito sábio, um dia me disse na calçada do Café Kimimo, ali em frente ao Colégio Dom Bosco: “Tancredo não serve porque já foi tudo e nunca fez nada… E os generais não sabem de nada nem querem saber”. Tivesse ouvido o velho e fiel amigo, Rosalba jamais teria chamado esse general Girão para secretário de segurança do Estado. Foi naquele tempo que o crime organizado fincou suas raízes montando a bomba relógio que explodiu nas mãos de Robinson. Lembram quando o Estado devolveu 12 milhões por falta de projetos para uma segurança já em frangalhos? Eram os tempos de Eliézer, o mesmo que foi transferido do Norte para Brasília porque ficou ao lado dos arrozeiros invasores contra a demarcação das terras indígenas em Raposa Serra do Sol.

Achando pouco o desserviço ao Estado, Girão veio para Mossoró ser secretário de uma “segurança” onde se mata um e se amarra outro para matar no outro dia, onde se assalta e furta como quem brinca de esconde-esconde, onde se tem uma boca de fumo em cada esquina e onde o cidadão vive preso enquanto o bandido manda e desmanda, solto na buraqueira da cidade. Uma Mossoró que expulsou Lampião e se ajoelha diante de ladrões de meia tigela. E o que faz Girão, além de transformar os azuizinhos numa indústria de multas de um trânsito caótico? Deu agora para mandar a guarda municipal agredir mulher. Logo Eliete Vieira, sindicalista de primeira hora, grande lutadora pelos direitos de todos os servidores municipais, inclusive dos guardas que a agrediram por ordem do general que não enfrenta a bandidagem mas quer mostrar sua macheza e seu machismo em cima de uma sindicalista. Os guardas o odeiam, mas cumprem ordens. O general quis mostrar serviços à prefeita, já que não mostrou à cidade. Um lamentável episódio de covardia reles e autoritarismo anacrônico.

O Grito dos Excluídos existe há mais de duas década se nunca fez baderna. Tornou-se algo normal dentro do desfile de 7 de setembro. Só na cabeça obnubilada de um general que parou no tempo de AI-5, cabe essa estultícia. Eliete é muito mais importante para Mossoró e para a própria prefeitura que uma reca desse tipo de generais genéricos e generalistas. A prefeita deve um pedido de desculpas a Mossoró em geral e às mulheres em particular. Quanto mais o seu governo se desvincular da imagem de gente como esse Eliézer, pode caminhar no rumo do acerto tão necessário ainda não alcançado.

Mude, prefeita, porque enquanto, sua gestão quis fazer um giro e fez um girão…

Nomeie um secretário de segurança que saiba pelo menos multiplicar 100 por 80.

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