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Rafael Motta diz ter orgulho de ser deputado federal, apesar da revolta da população com a classe política.

Rafael Motta (Foto: publicação) 

O nosso entrevistado de hoje, 28 de setembro, no quadro “6eis Perguntas”, é o deputado federal Rafael Motta (PSD), filho do deputado estadual Ricardo Motta, atualmente afastado pela Justiça da Assembleia Legislativa.  

Procurado pelo blog da Chris, o deputado se mostrou solicito desde o inicio em participar de nossa entrevista. Na oportunidade conversamos sobre assuntos importantes do nosso país e do nosso estado.

Rafael falou sobre o difícil momento que passa a segurança em nosso estado; o afastamento de seu pai, Ricardo Motta da AL, mostrando-se confiante num desfecho positivo; falou ainda sobre a convicção de seus votos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e da denúncia contra Michel Temer, entre outros.

Vejam!

1- Deputado, o governador Robinson Faria sempre enfatizou em sua campanha eleitoral que seria o Governador da Segurança. No entanto, desde o início de sua gestão administrativa, é nítido que a segurança pública é um dos mais graves problemas do RN. Na sua opinião, a falta de segurança pública no Estado é um problema decorrente de falta de recursos financeiros ou provém da ausência de uma política pública efetiva, competente?

RM- A questão da segurança pública no Rio Grande do Norte não vem de hoje. Infelizmente, o ápice disso tem acontecido nestes últimos anos. A questão não é apontar culpados ou esse ou aquele problema. Precisamos é buscar, dentro de cada seara, ideias, projetos e recursos para que, como uma política de Estado, possamos reverter este quadro e devolver a segurança a quem reside no RN. Esse processo, claro exige um posicionamento firme do Governo e a priorização de políticas públicas da área.

2- O senhor votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e votou a favor da denúncia contra Michel Temer. O senhor agiu por conveniência nestas votações?

RM- Não. O voto foi dado desta forma por convicções que tenho a respeito dessas duas situações. Nada de conveniência. Não podemos deixar que nossos posicionamentos sofram interferências outras além da representação que exercemos. Enquanto estiver no parlamento e tiver que votar, votarei com minha consciência e não por outros interesses.

3- O seu pai e mentor político, o deputado estadual Ricardo Mota, está afastado do cargo desde 08 de junho por decisão judicial. Como a família está lidando com essa situação?

RM- O deputado Ricardo Motta acredita na justiça e está confiante que tudo será esclarecido. O retorno dele ao mandato na Assembleia Legislativa significa a volta do trabalho que realiza pelo povo do Rio Grande do Norte, que o elegeu democraticamente nas últimas eleições no Estado.

4- O que o mandato do senhor tem feito no que pertine às politicas públicas voltadas para a juventude do Brasil?

RM- A Câmara dos Deputados aprovou ano passado a criação da Secretaria da Juventude e desde junho deste ano estou como titular. Nela, temos a missão de incentivar a participação de jovens nos órgãos e nas atividades da Câmara; fiscalizar e acompanhar programas do governo federal voltados à juventude; cooperar com organismos nacionais e internacionais; promover pesquisas e estudos; e atender autoridades, entre outras tarefas. Esta semana realizamos uma audiência pública para debater políticas públicas para juventude. Instituímos o programa “Câmara Inclusiva”, estamos alterando a Lei 8.666, trouxemos a missão da ONU para o Estado dentre outras ações.

5- Tem como ser o “novo” na política sendo filho de um político tradicional?

RM- Sim. Claro que tem. Agradeço sempre a meu pai pelos ensinamentos na vida e na política, mas tenho minhas opiniões e posturas nos assuntos debatidos na Câmara Federal e também assuntos que dizem respeito ao Rio Grande do Norte. O fato de ser filho de um político de maneira alguma interfere em nosso trabalho.

6 – Em recente entrevista à revista Veja, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que às vezes chega a omitir sua qualidade de senador, isso por causa da revolta da população com a classe política. Como o senhor observa essa situação?

RM- Bem, cada pessoa tem seu posicionamento e opinião. Eu, em momento algum, omito que sou deputado federal. Muito pelo contrário. Me orgulho disso porque sei que fui eleito democraticamente pelo povo do meu Estado e tenho uma missão importantíssima no Parlamento que é representar a população do Rio Grande do Norte. Tenho muito orgulho disso.