
José Agripino, Carlos Augusto, Rosalba e João Maia (Foto: publicação)
A indicação do advogado e atual suplente do TRE/RN, Wlademir Capistrano, para a vaga de titular que era do também advogado Verlano Medeiros surpreendeu o mundo jurídico do Rio Grande do Norte.
Também candidato, o mossoroense Daniel Victor da Silva Ferreira era o favorito e tinha apoio declarado da maioria da classe política potiguar, nessa disputa que se estendia desde abril de 2016 e que contou com a substituição do jurista Paulo Linhares, por determinação do TSE.
Não são necessárias maiores dilações para perceber o DNA da escolha: 1) a pressa para que a chancela não ficasse para Temer, que está fora do país; 2) a ligação umbilical entre Rodrigo Maia, que assinou a indicação e o senador José Agripino Maia; 3) o senador pretende uma aliança ampla em 2018, envolvendo João Maia, padrinho do escolhido.
Não custa lembrar igualmente que no final do ano passado o ex-vice prefeito Antônio Capistrano, pai do nomeado, foi convidado por Carlos Augusto Rosado para assumir secretaria no Governo da pediatra Rosalba Ciarlini, do qual declinou.
Wlademir é ainda relator no TRE de recurso da campanha de Rosalba Ciarlini que pretende reverter a reprovação de suas contas pela 34a Zona Eleitoral de Mossoró, cujo parecer da Procuradoria Eleitoral que atua junto ao Tribunal foi pela manutenção da decisão de primeiro grau, por considerar que a candidata praticou ilicitudes na arrecadação de recursos e gastos de campanha.
Todos esses personagens estavam em Brasília essa semana. O tabuleiro da política potiguar ferve com vistas a 2018. Cada qual tentando se segurar como pode.


