A Cia. Pão Doce de Teatro inicia 2026 dando continuidade à segunda edição do projeto que celebra mais de duas décadas de trajetória do grupo, com uma programação especial dedicada às mulheres neste mês de março. Iniciada em 2025, a ação reafirma o compromisso da companhia com a democratização do acesso à cultura, à formação e ao fortalecimento comunitário, mantendo atividades gratuitas no Espaço Cultural Teatro de Quintal.
O projeto integra o Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), cuja renovação foi garantida em 2024, assegurando a continuidade das atividades e a manutenção de uma agenda gratuita e acessível. A iniciativa reforça a importância de políticas públicas que possibilitem a permanência de grupos culturais atuantes em seus territórios.
Dentro da programação especial do Mês da Mulher — que já contou com ações como festival de teatro, sessões de cinema, palestras, oficina de tranças e outras atividades formativas — a companhia realiza oficinas ministradas por mulheres e voltadas para mulheres, fortalecendo a troca de saberes e o protagonismo feminino.
A programação de março tem início com a Oficina de Macramê, que acontece nos dias 03 e 05, das 14h às 17h, no Espaço Cultural Teatro de Quintal. A atividade será ministrada por Raquel Medeiros e Victor Marley, da Arteando Ambientes, com apoio do CRAS Alto de São Manoel, e será voltada para o grupo de mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social.
O macramê, técnica artesanal milenar desenvolvida a partir de nós manuais, possibilita a criação de peças decorativas e utilitárias, estimulando a criatividade e podendo se tornar alternativa concreta de geração de renda. Ao oferecer formação gratuita nessa área, o projeto contribui para o fortalecimento da autonomia financeira, da autoestima e da circulação de saberes entre mulheres do território. Ainda neste mês, será realizada a Oficina de Crochê, ministrada pela crocheteira Mércia Helena, voltada para as mulheres atendidas pelo CRAS Sumaré. Somadas, as oficinas devem atender, em média, cerca de 50 mulheres.
As atividades reforçam a importância de investir em formação cultural e artesanal como estratégia de emancipação econômica e social, especialmente no Mês da Mulher, quando se ampliam as reflexões sobre direitos, protagonismo e equidade. Ao promover oficinas conduzidas por mulheres e direcionadas a outras mulheres, o projeto fortalece redes de apoio, incentiva o empreendedorismo criativo e reafirma a arte como ferramenta concreta de transformação.
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